Netanyahu determina ampliação da zona tampão no sul do Líbano
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou neste domingo, 29 de março de 2026, que ordenou a expansão da chamada "zona tampão" de segurança no território libanês. A medida ocorre em meio ao aumento significativo dos ataques na fronteira norte israelense, envolvendo principalmente o grupo Hezbollah, aliado do Irã.
Decisão estratégica em vídeo do Comando Norte
Em um vídeo divulgado pelo Comando Norte das Forças de Defesa de Israel, Netanyahu afirmou: "Acabo de instruir a expansão da atual zona de segurança. Estamos determinados a mudar fundamentalmente a situação no norte". O líder israelense destacou que o objetivo é reforçar a segurança do país na região fronteiriça, onde as trocas de ataques elevam o risco de uma ampliação do conflito em curso.
Contexto da escalada de violência
A decisão de ocupar e expandir o território libanês surge após uma série de incidentes recentes. Na última quarta-feira, Netanyahu já havia explicado que a zona no sul do Líbano visa impedir qualquer infiltração em direção à Galileia e à fronteira norte. Segundo ele, a expansão é uma forma de "afastar a ameaça dos mísseis antitanque e estabelecer uma zona de segurança mais ampla".
O contexto inclui o bombardeio israelense que atingiu a área de Kfar Tibnit, no sul do Líbano, ocorrido após o Hezbollah atacar bases israelenses. Essas ações são vistas como parte de uma retaliação pela morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, que arrastou o Líbano para a guerra que abala o Oriente Médio.
Impactos e perspectivas futuras
A ampliação da zona de segurança representa uma mudança estratégica significativa na política de defesa de Israel. Especialistas alertam que essa medida pode intensificar as tensões regionais, especialmente considerando o apoio do Hezbollah ao Irã e o histórico de conflitos na área.
As autoridades israelenses afirmam que a ação é necessária para proteger civis e infraestruturas, enquanto observadores internacionais expressam preocupação com a possibilidade de uma escalada ainda maior no já instável Oriente Médio.



