EUA consideram operação militar para apreender urânio enriquecido do Irã em instalação subterrânea
EUA planejam operação militar para apreender urânio do Irã

EUA avaliam operação militar terrestre para apreender urânio enriquecido do Irã

O governo dos Estados Unidos está considerando uma operação militar que envolveria o envio de tropas terrestres para invadir uma instalação nuclear secreta subterrânea no Irã, com o objetivo de apreender o estoque de urânio enriquecido do país. A ação, que poderia levar várias semanas para ser concluída, é vista como uma das operações especiais mais complexas da história, segundo especialistas militares e ex-autoridades da defesa americana.

Objetivo estratégico e desafios logísticos

A operação teria como principal meta impedir que o regime iraniano desenvolva armas nucleares, um dos objetivos centrais da guerra em curso. No entanto, os desafios logísticos são enormes. Acredita-se que a maior parte do urânio altamente enriquecido do Irã, que pode ser convertido em material para bombas, esteja armazenada em Isfahan, uma das três instalações nucleares subterrâneas que foram alvo de ataques aéreos dos EUA e de Israel no ano passado.

Segundo informações, o Irã possuía aproximadamente 440 kg de urânio enriquecido a 60% no início do conflito, além de cerca de 1.000 kg enriquecidos a 20% e 8.500 kg ao nível de 3,6%. O material em Isfahan está em forma gasosa, armazenado em grandes recipientes metálicos dentro de túneis profundos, com entradas que foram seriamente danificadas e, em alguns casos, seladas com terra.

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Complexidade da operação e possíveis cenários

Uma operação para recuperar o urânio exigiria que as forças americanas primeiro localizassem o material, o que seria complicado se ele estivesse disperso em múltiplos locais como Fordo e Natanz. Imagens de satélite indicam que o acesso aos túneis em Isfahan foi obstruído, necessitando de maquinário pesado para escavar os escombros.

Especialistas sugerem que os EUA poderiam usar a 82ª Divisão Aerotransportada, já mobilizada para o Oriente Médio, para proteger as áreas ao redor das instalações nucleares. Em seguida, forças de operações especiais treinadas para lidar com material nuclear seriam enviadas para recuperar o urânio. No entanto, as tropas ficariam isoladas em território iraniano, vulneráveis a ataques e com dificuldades logísticas para evacuações médicas.

Reações e declarações oficiais

Em entrevista à CBS News, o presidente americano, Donald Trump, minimizou a importância do estoque, citando os danos causados por ataques anteriores. "Isso está tão profundamente enterrado que será muito difícil para qualquer um", disse Trump, acrescentando que uma decisão ainda será tomada. O governo americano confirmou que o presidente não tomou uma decisão final sobre o tema, mas a ameaça de novas operações militares pode ser usada para pressionar o Irã a retornar às negociações.

Riscos e alternativas

Além da operação terrestre, outras opções militares estão em avaliação, como assumir o controle da ilha de Kharg para pressionar a reabertura do Estreito de Ormuz. No entanto, especialistas alertam que qualquer ação direta contra o urânio seria de alto risco. Uma vez apreendido, os EUA enfrentariam a questão de retirar o material do país ou diluí-lo no local, sendo a remoção considerada mais rápida, mas igualmente perigosa.

Jonathan Ruhe, especialista no programa nuclear iraniano, resumiu os perigos: "Você tem basicamente meia tonelada do que é, na prática, urânio em nível de armamento que precisa ser retirado. E há 1 milhão de coisas que podem dar errado." A operação, portanto, permanece como uma possibilidade extrema em um cenário de tensão crescente.

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