Filho de ex-prefeito do Rio pagou R$ 4,5 mil por dados fiscais de autoridades, aponta PF
Filho de ex-prefeito pagou por dados fiscais de autoridades

Filho de ex-prefeito do Rio é alvo de operação da PF por compra de dados fiscais

O empresário Marcelo Paes Fernandez Conde, filho do ex-prefeito do Rio de Janeiro Luiz Paulo Conde, tornou-se alvo de uma operação da Polícia Federal nesta quarta-feira. A investigação aponta que ele pagou cerca de R$ 4,5 mil para obter declarações fiscais de autoridades públicas e familiares, em um esquema que envolveu acessos ilegais a dados sigilosos.

Prisão determinada por ministro do STF e escopo da investigação

A prisão de Marcelo Conde foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que atuou como relator do caso. Segundo informações do STF, a operação identificou acessos não autorizados aos dados fiscais de impressionantes 1.819 contribuintes, revelando uma rede de violação de privacidade em larga escala.

Entre as vítimas desse vazamento de informações estão pessoas diretamente vinculadas a ministros do STF e do Tribunal de Contas da União, além de deputados federais, ex-senadores, um ex-governador, dirigentes de agências reguladoras e diversos empresários de destaque no cenário nacional. A investigação apurou que Conde teria adquirido parte desse material confidencial, levantando questões sobre os motivos e a finalidade dessa aquisição.

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Contexto familiar e desdobramentos da operação policial

Marcelo Conde carrega o peso de um sobrenome conhecido na política carioca, sendo filho de Luiz Paulo Conde, que comandou a prefeitura do Rio de Janeiro entre 1997 e 2000. A operação da Polí Federal, batizada de "Radar", expõe como dados fiscais sensíveis, que deveriam estar protegidos por sigilo, foram alvo de transações financeiras irregulares.

As autoridades investigam não apenas a compra das declarações, mas também a origem desses acessos ilegais e possíveis conexões com outros envolvidos. O caso representa uma grave violação da privacidade fiscal e levanta alertas sobre a segurança dos sistemas que armazenam informações pessoais de contribuintes e figuras públicas no Brasil.

Os próximos passos incluem a análise detalhada do material apreendido e o aprofundamento das investigações para identificar todos os responsáveis pelos acessos não autorizados. O Ministério Público Federal já foi acionado e deve oferecer denúncia com base nas evidências coletadas pela Polícia Federal durante a operação.

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