Coreia do Norte emite alerta severo contra o Sul após incidente com drones
A Coreia do Norte emitiu um comunicado oficial nesta quinta-feira, 13 de fevereiro de 2026, alertando para uma "resposta terrível" contra a Coreia do Sul. O anúncio foi feito através da irmã do líder norte-coreano Kim Jong-Un, Kim Yo-Jong, que atua como uma das principais porta-vozes do regime.
Violação de soberania gera tensão imediata
Kim Yo-Jong declarou que qualquer violação da soberania norte-coreana é "inaceitável" e pediu maior cuidado por parte das autoridades sul-coreanas. As declarações surgiram em resposta a uma suposta incursão de drones realizada pelo Sul, conforme alegado pelo governo de Pyongyang.
Três soldados sul-coreanos estão atualmente sob investigação pelas forças militares do país em relação ao caso. As autoridades de Seul ainda não confirmaram oficialmente a operação, mas fontes internas indicam que pode ter ocorrido uma atividade de vigilância próxima à zona desmilitarizada que separa as duas nações.
Contexto histórico de atritos entre as Coreias
O atrito entre as duas Coreias é reconhecido mundialmente e remonta à Guerra da Coreia (1950-1953), que terminou com um armistício, mas sem um tratado de paz formal. Desde então, a península coreana vive em estado de tensão permanente, com incidentes periódicos que elevam o risco de conflito.
Analistas internacionais destacam que este novo episódio ocorre em um momento particularmente delicado, com mudanças geopolíticas na região da Ásia-Pacífico e realinhamentos estratégicos envolvendo potências como Estados Unidos, China e Rússia.
Repercussões internacionais e cenário regional
Enquanto a Coreia do Norte reforça sua retórica belicosa, a comunidade internacional observa com preocupação as movimentações na península. O governo sul-coreano, por sua vez, mantém uma postura cautelosa, enfatizando a necessidade de diálogo e contenção para evitar uma escalada militar.
Especialistas em segurança asiática apontam que a ameaça de uma "resposta terrível" pode envolver desde testes de mísseis até exercícios militares demonstrativos, práticas comuns no repertório norte-coreano para pressionar adversários e consolidar poder internamente.
A situação permanece em monitoramento constante, com canais diplomáticos operando em segundo plano para mediar as tensões. O mundo aguarda os próximos desenvolvimentos nesta crise que reacende antigas divisões e coloca em risco a frágil estabilidade regional.