Brasil celebra cessar-fogo EUA-Irã, mas pede extensão da trégua ao Líbano
Brasil pede extensão de cessar-fogo ao Líbano em conflito no Oriente Médio

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil, conhecido como Itamaraty, divulgou um comunicado oficial nesta quarta-feira, dia 8, expressando satisfação com o cessar-fogo estabelecido entre Estados Unidos e Irã, no contexto do conflito armado que assola o Oriente Médio. O documento do governo brasileiro destaca a celebração da perspectiva de negociações para um acordo de paz abrangente na região.

Acordo tripartite e pressão internacional

Estados Unidos, Israel e Irã conseguiram chegar a um entendimento para interromper as hostilidades bélicas no Oriente Médio, abrindo espaço para uma nova rodada de negociações diplomáticas que deve ocorrer nas próximas duas semanas. Este anúncio faz parte de uma onda de manifestações positivas da comunidade internacional em relação ao anúncio do cessar-fogo na guerra que envolve essas três nações.

No entanto, crescem os apelos para que a trégua também inclua o Líbano, uma demanda que, no momento, está sendo contestada pelo governo israelense. Na nota oficial, o governo brasileiro foi enfático ao pedir que a "cessação de hostilidades na região se estenda ao Líbano".

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Crise humanitária no Líbano

O país, em decorrência dos intensos ataques israelenses, vive uma grave crise humanitária, sendo assolado por centenas de mortes, incluindo um número significativo de civis, além de enfrentar o deslocamento forçado de parte considerável de sua população. O conflito entre Israel e o grupo Hezbollah, que é apoiado pelo Irã, foi retomado no início de março, após o grupo lançar ataques aéreos contra território israelense em retaliação a bombardeios de Israel a alvos no Irã.

Essas ações mergulharam o Líbano em uma situação crítica, com ofensivas que continuam a causar devastação. O Irã, por sua vez, voltou a fechar o Estreito de Ormuz nesta quarta-feira e ameaçou romper o cessar-fogo anunciado na terça-feira, caso o Exército israelense não interrompa os ataques ao Líbano, conforme relatado por agências estatais iranianas.

Ampliação das tensões

Além disso, o Irã prometeu "punir" Israel pelos "ataques ao Hezbollah que violaram a trégua", e as Forças Armadas iranianas já estão identificando alvos para responder aos ataques desta quarta-feira, segundo fontes ouvidas pelas agências estatais Tasnim e PressTV. Por que o Líbano faz parte da guerra? O país tem sido alvo de constantes ataques israelenses desde os primeiros dias do conflito, iniciado em 28 de fevereiro.

Israel afirma ter como alvos o grupo extremista Hezbollah, aliado do Irã que atua no Líbano e lançou ataques contra o território israelense. Alegando a proteção de seu território, Israel invadiu o sul do Líbano, tomando o controle militar de todo o território do país vizinho até o rio Litani. Ataques aéreos também foram realizados contra a capital, Beirute, e o Vale do Beqaa, no leste do país.

Números alarmantes da devastação

Segundo o governo libanês, mais de 1.500 pessoas morreram em ataques israelenses no país desde o início do conflito, e outras 4.800 ficaram feridas. Esta situação sublinha a urgência das negociações e a importância da inclusão do Líbano no cessar-fogo, como defendido pelo Brasil e por outros atores internacionais. A reportagem segue em atualização, com novos desenvolvimentos esperados nas próximas semanas.

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