Ataque aéreo israelense no sul do Líbano deixa oito mortos e nove feridos
Pelo menos oito pessoas perderam a vida nesta sexta-feira após um ataque aéreo israelense atingir um edifício na região de Saida, localizada no sul do Líbano. A informação foi confirmada pelo Ministério da Saúde libanês, que também registrou outras nove pessoas feridas no incidente. Segundo o órgão governamental, o número de vítimas ainda é considerado provisório e pode aumentar significativamente nas próximas horas, à medida que as operações de resgate avançam.
Resgate em meio aos escombros e evacuação ordenada
Um fotógrafo da agência France-Presse que estava presente no local relatou que equipes de resgate trabalhavam intensamente para retirar corpos dos escombros em um bairro habitado majoritariamente por refugiados palestinos. Paralelamente, Israel ordenou a evacuação imediata de moradores da cidade de Al-Abasiya, no distrito de Tiro, também situado no sul do Líbano.
A medida foi anunciada após o exército israelense indicar que prepara novos ataques contra posições do Hezbollah. Em comunicado divulgado em canais de televisão em árabe, o porta-voz militar de Israel, Avichay Adraee, afirmou que as forças israelenses pretendem atingir instalações militares do grupo xiita apoiado pelo Irã.
Recomendações de segurança e intensificação dos conflitos
O militar israelense pediu que moradores deixem imediatamente os edifícios marcados em um mapa divulgado pelas Forças Armadas e também os prédios próximos, recomendando uma distância mínima de 300 metros por questões de segurança. Israel tem intensificado os bombardeios contra o sul e o leste do Líbano, além de áreas periféricas do país.
Segundo autoridades libanesas, a ofensiva já resultou em mais de 640 mortos, mais de 1.500 feridos e aproximadamente 800 mil pessoas deslocadas. Do lado israelense, o Hezbollah tem realizado ataques de menor escala contra regiões do norte de Israel, ampliando a tensão na fronteira.
Contexto regional e escalada do conflito
O Líbano acabou sendo arrastado para o conflito regional no dia 2 de março, poucos dias após o início da ofensiva militar lançada por Estados Unidos e Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro. Desde então, os confrontos na região se intensificaram, com trocas de ataques frequentes e um aumento significativo no número de vítimas civis.
O Ministério da Saúde libanês descreveu o episódio como um “ataque inimigo israelense”, reforçando a gravidade da situação e a necessidade de atenção internacional. As operações de resgate continuam em andamento, com equipes trabalhando contra o tempo para localizar sobreviventes e recuperar corpos sob os destroços.



