A dança do ventre e suas vertentes, como o tribal fusion, estão de volta aos palcos e à cultura pop. De Shakira a Marina Sena, passando por Nanda Tsunami e Elyanna, artistas nacionais e internacionais têm incorporado elementos dessa dança em suas coreografias, figurinos e estética. O fenômeno, que marcou os anos 1990 e 2000, desapareceu na década de 2010, mas agora retorna com força.
Shakira: a embaixadora da dança do ventre no pop
Shakira é considerada a principal responsável por levar a dança do ventre ao radar da cultura pop ocidental. A cantora colombiana mesclava elementos tradicionais da dança árabe com street dance, criando um estilo único que influenciou artistas como Beyoncé, Britney Spears e as Pussycat Dolls. Músicas como 'Hips Don't Lie', 'Beautiful Liar' e 'I'm a Slave 4 U' são exemplos desse flerte com a cultura oriental.
O tribal fusion e a nova geração
No Brasil, Marina Sena e Nanda Tsunami são expoentes do tribal fusion, uma vertente que combina dança do ventre com flamenco, dança indiana e hip-hop. Marina Sena, em seu disco 'Coisas Naturais', encontrou no tribal fusion uma dança que se alinha à sua estética mística e natural. Já Nanda Tsunami traz o estilo para o rap, mostrando a versatilidade dessa linguagem.
Por que a dança do ventre voltou?
A nostalgia dos anos 2000 e a influência de artistas como Shakira, Britney e Beyoncé na formação das cantoras atuais são fatores-chave. Além disso, a dança do ventre e o tribal fusion resgatam um feminino ancestral e empoderador, conectando as artistas com sua essência e sensualidade de forma profunda. No Brasil, a cultura da 'odalisca' já faz parte do imaginário popular, reforçada por novelas como 'O Clone'.
Com a volta dessa tendência, a dança do ventre reafirma seu lugar na música pop, combinando mistério, sensualidade e performance.



