Líbano anuncia 773 mortos em ataques israelenses, incluindo mais de 100 crianças
773 mortos no Líbano em ataques de Israel, diz governo

Líbano registra 773 mortos em conflito com Israel, incluindo mais de 100 crianças

O governo do Líbano divulgou nesta sexta-feira (13) um balanço sombrio dos ataques israelenses contra o grupo Hezbollah durante o conflito no Oriente Médio. Segundo as autoridades libanesas, o número de mortos já atingiu a marca de 773 pessoas, sendo que mais de 100 dessas vítimas são crianças. Este dado revela a dimensão humanitária da crise que assola o país.

Crise humanitária se aprofunda com 800 mil deslocados

Além das mortes, a situação humanitária no Líbano é alarmante. O governo anunciou que aproximadamente 800 mil pessoas foram registradas como deslocadas devido aos combates. Na quarta-feira (11), a ministra dos Assuntos Sociais, Haneen Sayed, havia detalhado que cerca de 816 mil indivíduos cadastraram seus nomes em um site vinculado ao ministério, incluindo aproximadamente 126 mil que estão abrigados em centros coletivos. Este deslocamento em massa reflete a intensidade dos confrontos e o medo que permeia a população civil.

Troca de ataques se intensifica com bombardeios diários

Israel e o Hezbollah têm trocado ataques desde os primeiros dias da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. O grupo libanês, aliado do regime iraniano, tem sido alvo de operações israelenses que incluem bombardeios diários, especialmente na capital Beirute. O Exército israelense afirma já ter realizado mais de 500 ataques aéreos contra alvos do Hezbollah em território libanês, enquanto o grupo rebelde respondeu com cerca de 200 mísseis em um único ataque na noite de quarta-feira, descrito como o "maior bombardeio" desde a retomada do conflito.

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Israel ameaça tomar territórios libaneses

Em uma escalada preocupante, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, ameaçou nesta quinta-feira (12) "tomar territórios" no Líbano caso o Hezbollah não cesse os ataques contra Israel. Em comunicado, Katz advertiu o presidente libanês, Joseph Aoun, que se o governo não controlar o território e impedir as ameaças, Israel agirá por conta própria. Simultaneamente, Katz ordenou que o Exército se prepare para expandir operações no Líbano, onde tropas israelenses já atuam na fronteira, com relatos de presença militar em cidades do sul libanês.

Cessar-fogo rompido e temores de alastramento

Israel e Hezbollah haviam mantido um cessar-fogo entre outubro de 2023 e outubro de 2024, mas a trégua foi rompida em 1º de maio devido ao início da guerra entre Israel, Estados Unidos e Irã. A morte de um comandante do Hezbollah no sul do Líbano recentemente aumentou os temores de que o conflito se alastre pela região, com ambos os lados acumulando forças e intensificando os bombardeios. Esta situação coloca em risco a estabilidade de todo o Oriente Médio, com consequências humanitárias cada vez mais graves.

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