Em meio ao clima político acirrado do ano eleitoral, o rebaixamento da escola de samba Acadêmicos de Niterói do grupo especial do Carnaval do Rio de Janeiro gerou reações de dois governadores considerados presidenciáveis para 2026. Romeu Zema, do Novo, e Ronaldo Caiado, do PSD, fizeram declarações irônicas sobre a eliminação da agremiação, que havia prestado homenagem ao presidente Lula em seu desfile.
Comentários políticos no Carnaval
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, não perdeu a oportunidade de associar o resultado do desfile ao cenário político nacional. Com tom sarcástico, ele afirmou: "A primeira derrota do PT em 2026 já veio, e a gente fica muito triste com uma notícia dessas". A declaração foi feita nesta quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026, logo após a divulgação do resultado do Carnaval carioca.
Na mesma linha, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, também utilizou as redes sociais para comentar o episódio. "A única reação possível é a risada mesmo. Que o rebaixamento da Acadêmicos de Niterói, escola de samba que homenageou Lula, seja a primeira de muitas derrotas do PT em 2026", escreveu o político em sua conta no Instagram.
Outras figuras políticas e o silêncio de alguns
Além dos dois governadores, o senador Flávio Bolsonaro, do PL, também se manifestou sobre o assunto. Em suas redes sociais, ele foi direto: "Lula é sempre uma ideia ruim". O parlamentar ainda complementou: "Nunca nos esqueçamos: família é algo sagrado. Depois dessa escola, o próximo rebaixamento vai ser do Lula e do PT."
Entretanto, nem todos os políticos cotados para a disputa presidencial se pronunciaram sobre o caso. Até o momento da publicação deste artigo, os governadores Ratinho Junior, do Paraná, Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, e Tarcísio de Freitas, de São Paulo, todos do PSD, além do republicano paulista, mantinham silêncio sobre o rebaixamento da escola de samba.
O desfile e a homenagem a Lula
A Acadêmicos de Niterói fez sua estreia no grupo especial do Carnaval do Rio com um samba-enredo que homenageava o presidente Lula. A agremiação investiu pesado em seu desfile, mas não conseguiu evitar o rebaixamento após a apuração dos jurados. A escola agora retornará ao grupo de acesso, enquanto outras agremiações permanecem no escalão máximo do Carnaval carioca.
O episódio demonstra como eventos culturais, como o Carnaval, podem se tornar palco para disputas políticas, especialmente em anos eleitorais. As declarações dos governadores revelam a intensificação do clima político no país, com figuras públicas utilizando diferentes ocasiões para enviar mensagens a seus eleitores e adversários.
Especialistas em comunicação política destacam que esse tipo de manifestação é comum em períodos eleitorais, onde qualquer evento pode ser instrumentalizado para ganhar visibilidade e marcar posição ideológica. O Carnaval, com sua enorme audiência e apelo popular, torna-se especialmente atraente para esses fins.