André Mendonça assume relatoria do caso Master no STF e se consolida como figura central na política brasileira
O ministro André Mendonça foi designado como o novo relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), consolidando-se como uma figura central na política brasileira em um ano decisivo para o governo, o Congresso e o Judiciário, com as eleições no horizonte. Seu nome foi sorteado no sistema interno do Supremo na noite da última quinta-feira, 12 de setembro, após a saída do ministro Dias Toffoli.
Perfil técnico e acumulação de poderes
André Mendonça é visto como um profissional de perfil técnico, conhecido por não fazer perseguições políticas. Ele acumula poderes significativos, pois já estava à frente da investigação no STF que apura fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), um caso que causa preocupações ao Partido dos Trabalhadores (PT) e ao entorno do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Além disso, Mendonça será vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), formando uma dobradinha com o ministro Nunes Marques, que comandará a justiça eleitoral. Essa combinação de funções o coloca em uma posição de grande influência em questões críticas para o país.
Reações e contexto político
Um termômetro importante para avaliar o impacto dessa nomeação é observar as reações dos diferentes setores de Brasília, incluindo o Congresso, o STF e o Banco Central. Indicado para o STF pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, Mendonça tem uma relação de gratidão com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que o ajudou significativamente durante sua sabatina no Senado.
Na época, a sabatina foi muito sofrida devido ao atraso de cinco meses causado pelo então presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senador Davi Alcolumbre, do União Brasil-AP. Esse contexto histórico ressalta os desafios que Mendonça superou para chegar a sua posição atual.
Celebrações e apoio
Setores da Polícia Federal, do Banco Central e do INSS estão comemorando a nomeação de Mendonça como relator do caso Master. O senador Carlos Viana, relator da CPI do INSS, considerou a indicação uma "ótima notícia", destacando a confiança depositada no ministro para lidar com casos complexos.
Essa aceitação por parte de diferentes órgãos e figuras políticas reforça a percepção de Mendonça como um profissional equilibrado e capaz, que pode desempenhar um papel crucial em um ano marcado por decisões importantes para o futuro do Brasil.



