Encontro no Planalto avança conversas sobre possível candidatura de Pacheco em Minas
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu o senador Rodrigo Pacheco nesta quarta-feira, 11 de outubro, no Palácio do Planalto, em um encontro que teve como principal pauta a pré-candidatura do parlamentar ao governo do estado de Minas Gerais. Segundo fontes próximas ao senador, a reunião serviu para consolidar os entendimentos sobre essa possibilidade, que vem sendo discutida há meses entre aliados do governo federal.
Pressão presidencial e reflexões do senador
Durante o encontro, conforme relataram interlocutores de Pacheco, o presidente Lula teria sido bastante direto ao não permitir que o senador mencionasse outras opções para a disputa em Minas Gerais. Lula já havia manifestado publicamente em diversas ocasiões seu desejo de ver Pacheco concorrendo ao governo estadual, considerando-o um nome forte para compor o palanque petista nas eleições.
Diante da insistência presidencial, Rodrigo Pacheco respondeu que tem responsabilidade com o Brasil, com Minas Gerais e com a democracia, prometendo tomar uma decisão no momento adequado após consultar aliados e realizar reflexões necessárias. Vale lembrar que no final do ano passado, o senador já havia sinalizado a possibilidade de abandonar a vida pública, mas decidiu adiar qualquer definição.
Questão partidária como obstáculo
Uma eventual candidatura de Pacheco enfrenta um complicador significativo: sua filiação partidária. O senador é membro do PSD, sigla que já possui um pré-candidato ao governo mineiro – Mateus Simões, atual vice-governador de Minas Gerais e aliado do governador Romeu Zema.
Independentemente de sua decisão final sobre concorrer ou não, aliados de Pacheco revelam que o senador tem a intenção de deixar o PSD e migrar para um partido de centro. O descontentamento com a "guinada à direita" do partido em Minas Gerais, especialmente após a filiação de Mateus Simões no ano passado, é apontado como um dos principais motivos para essa possível mudança.
Possíveis destinos partidários
Entre as siglas cogitadas para receber Pacheco estão:
- União Brasil, do presidente do Senado Davi Alcolumbre, aliado histórico do senador
- PSB, partido com forte atuação em diversos estados
- MDB, embora neste último exista resistência interna devido à pré-candidatura do ex-vereador Gabriel Azevedo
A decisão final de Pacheco deve considerar não apenas aspectos eleitorais, mas também essa complexa equação partidária que precisa ser resolvida antes de qualquer anúncio oficial.



