Governo Lula minimiza reação da oposição ao rebaixamento da Acadêmicos de Niterói
Integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva estão minimizando a reação dos bolsonaristas ao rebaixamento da Acadêmicos de Niterói, escola de samba que homenageou o petista no desfile do grupo especial do Carnaval do Rio de Janeiro. Aliados do mandatário afirmam que o estardalhaço pelo revés já era previsível e que a oposição tentará colar o resultado negativo na figura do presidente.
Celebração nas redes e previsões eleitorais
Assim que a apuração dos pontos foi concluída, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro foram às redes sociais para comemorar a queda da agremiação. Muitos indicaram que o resultado é um prenúncio do que as urnas mostrarão em outubro, quando Lula tentará a reeleição e terá Flávio Bolsonaro como principal adversário político.
Nos bastidores, aliados de Lula admitem que o desfile e alguns pontos trazidos na apresentação exigirão um esforço redobrado para que ele conquiste o eleitorado indeciso. Eles apontam diversos erros pontuais na estratégia da escola, mas destacam que o principal deles é relacionado ao que foi considerado por setores conservadores como um ataque da Acadêmicos de Niterói aos evangélicos.
Críticas ao suposto ataque aos evangélicos
Segundo a leitura dos opositores do petista, houve uma suposta anuência do governo federal a esse suposto ataque, o que complica a aproximação que o mandatário vinha tentando construir gradualmente com esse segmento religioso há algum tempo. Essa questão tem sido amplamente debatida nos círculos políticos e midiáticos desde o desfile.
Os aliados de Lula, no entanto, insistem em relativizar a importância do episódio, argumentando que a tentativa de vincular o resultado carnavalesco diretamente às perspectivas eleitorais de outubro é uma manobra política oportunista. Eles enfatizam que o Carnaval, apesar de seu simbolismo cultural, não deve ser tomado como um termômetro preciso das intenções de voto da população brasileira.
O governo continua monitorando as repercussões, mas mantém uma postura de que o foco deve permanecer nas políticas públicas e na gestão econômica, em vez de se deixar levar por polêmicas de curto prazo geradas por eventos esportivos e culturais.