Desempenho de professores formados a distância preocupa MEC
Dados divulgados pelo Ministério da Educação (MEC) revelam que 53,1% dos concluintes de cursos de licenciatura na modalidade de educação a distância (EAD) em 2025 apresentaram desempenho insuficiente no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes da Licenciatura (Enade). O índice contrasta com o resultado dos estudantes de cursos presenciais: 73,9% deles foram avaliados como proficientes ou mais.
Resultados do Enade 2025
A avaliação, que mede a qualidade da formação de futuros professores, aponta uma diferença significativa entre as duas modalidades de ensino. Enquanto a maioria dos alunos presenciais atingiu níveis considerados adequados, mais da metade dos formados a distância não alcançou o patamar mínimo esperado. Os dados foram obtidos pelo R7 junto ao MEC e reforçam o debate sobre a qualidade dos cursos EAD no Brasil.
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Impacto na educação
O resultado levanta preocupações sobre a preparação de professores que atuarão na educação básica. Especialistas apontam que a formação a distância, embora amplie o acesso, precisa de maior rigor e acompanhamento para garantir a qualidade do ensino. O MEC estuda medidas para melhorar a supervisão desses cursos.
Em contrapartida, os cursos presenciais mantiveram um padrão elevado, com quase três quartos dos concluintes atingindo proficiência. A diferença ressalta a importância do contato direto com docentes e da infraestrutura das universidades.
Contexto nacional
O Enade é uma das principais ferramentas de avaliação do ensino superior no país. Os resultados de 2025 servem como alerta para a necessidade de políticas públicas que equilibrem a expansão da EAD com a manutenção da qualidade. A discussão ocorre em meio ao crescimento da modalidade, que já responde por grande parte das matrículas em licenciaturas.



