Zema mantém candidatura presidencial mesmo com especulações sobre vice de Flávio
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), reafirmou neste domingo, 1º de março de 2026, que levará sua pré-candidatura à Presidência da República até as urnas no primeiro turno, apesar de ser cotado para vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Durante ato bolsonarista na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, Zema declarou que apoiará qualquer candidato que enfrente o PT no segundo turno, reconhecendo que provavelmente não terá fôlego eleitoral suficiente para avançar sozinho.
Declaração firme em meio a tensões políticas
"Eu levarei a minha pré-candidatura [à Presidência] até o final", afirmou Zema com determinação. "E o candidato que estiver contra o PT no segundo turno terá o meu apoio. A direita estará unida no segundo turno". O governador mineiro participou do evento ao lado de Flávio Bolsonaro, do pastor Silas Malafaia e do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), demonstrando que não vê conflito em compartilhar palanque com potenciais concorrentes.
Zema justificou sua presença no mesmo evento afirmando que representa uma soma de forças para a direita. Ele revelou que conversou com o ex-presidente Jair Bolsonaro em agosto do ano passado e ambos concordam que quanto mais candidatos de direita houver no primeiro turno, mais fortalecido ficará o campo no segundo turno, com maior transferência de votos.
Especulações sobre vice-presidência e desafios mineiros
O nome de Zema vem sendo especulado para a vaga de vice na chapa de Flávio Bolsonaro há várias semanas, principalmente por sua força política em Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do país e estado tradicionalmente decisivo nas eleições presidenciais brasileiras. No entanto, existem obstáculos significativos para essa possível aliança:
- Zema não possui afinidade pessoal com Flávio Bolsonaro
- O partido Novo mantém relações tensas com o passado do senador, frequentemente associado a casos de corrupção
- Zema apoia seu vice-governador, Mateus Simões (PSD), para a sucessão em Minas Gerais, enquanto Flávio preferiria um candidato mais forte ao governo estadual
O governador mineiro destacou que Simões atualmente não ultrapassa 5% das intenções de voto para o governo estadual, o que representa um desafio adicional para as estratégias eleitorais em Minas.
Outras opções para a chapa de Flávio Bolsonaro
Além de Zema, outra nome forte cotado para a vice-presidência na chapa de Flávio é a senadora Tereza Cristina (PP-MS). Sua possível indicação teria como objetivos principais:
- Atrair partidos do Centrão para a base de apoio
- Conquistar o eleitorado feminino
- Garantir apoio de setores relevantes do agronegócio brasileiro
Tereza Cristina possui experiência ministerial, tendo sido titular da pasta da Agricultura no governo de Jair Bolsonaro, o que lhe confere credibilidade junto ao setor agropecuário.
A insistência de Zema em manter sua candidatura presidencial até o primeiro turno, enquanto continua participando de atos bolsonaristas e sendo cotado para vice, cria um cenário político complexo que reflete as tensões e alinhamentos dentro da direita brasileira às vésperas das eleições de 2026. Sua estratégia parece focada em fortalecer sua posição negociadora enquanto mantém aberta a possibilidade de unificação no segundo turno contra o PT.
