Rodízio de brigadeiros transforma confeitaria e fatura R$ 108 mil mensais em Porto Alegre
Rodízio de brigadeiros fatura R$ 108 mil por mês em Porto Alegre (18.04.2026)

Rodízio de brigadeiros impulsiona confeitaria e gera faturamento mensal de R$ 108 mil em Porto Alegre

Você pagaria para comer brigadeiro à vontade? Essa ideia inusitada tem lotado uma pequena confeitaria na Cidade Baixa, em Porto Alegre, transformando completamente o negócio da confeiteira Leandra Winck. O rodízio de brigadeiros, criado como alternativa para atrair mais clientes à loja física, impulsionou a produção diária para até 10 mil unidades e aumentou o faturamento em mais de 200%.

Da engenharia à paixão pela cozinha: a trajetória de Leandra Winck

O negócio começou quando Leandra, ainda estudante de engenharia de minas, percebeu que sua verdadeira vocação estava na cozinha. Para complementar a renda, ela vendia brigadeiros pela cidade. "Eu saía com uma caixinha", lembra a empreendedora, contando que com apenas dez minutos de venda conseguia esvaziar todo o estoque. A saudade da confeitaria falou mais alto, e ela abandonou a faculdade para transformar o hobby em profissão.

Entre vendas na rua e encomendas, Leandra juntou R$ 20 mil para abrir sua primeira loja — sozinha. O começo foi caótico. Na inauguração, a loja encheu além do esperado, e sua mãe, Lili Schaefer, que tinha ido apenas para ajudar por uma semana, nunca mais saiu. Hoje, é funcionária fixa. "Eu sou responsável pelas massas, pelos brigadeiros, fazer as massas, os salgados, as tortas", diz Lili.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

O salto com o rodízio e a viralização nas redes sociais

Apesar das encomendas crescentes e das vendas por aplicativo, a loja seguia com pouco movimento. A virada veio quando Leandra decidiu criar o rodízio, inicialmente só de brigadeiros. O formato ganhou reforço com salgados e itens variados, como batata frita, cachorro-quente e pizza. A operação exige cerca de 20 funcionários nos fins de semana e uma preparação que começa já na quinta-feira. O rodízio adulto custa R$ 54,90.

O vídeo que impulsionou o negócio foi gravado por amigos influenciadores — clientes da casa. "A gente viu potencial naquilo", conta Rodrigo Martins, que, ao lado de Andressa Tacques, publicou o conteúdo de forma espontânea. O post viralizou em dois dias. "Acho que foi a principal virada de chave", afirma Rodrigo ao destacar a combinação inusitada de doces e salgados no mesmo rodízio.

Desafios do sucesso repentino e investimentos na operação

A repercussão trouxe tanto elogios quanto dificuldades. No primeiro fim de semana, houve falhas no atendimento. Leandra reconheceu rapidamente os erros. "A gente entra em contato com os clientes e fala de novo que a gente sabe que errou, a gente admite". Ela destaca a importância de aprender com as críticas: "Às vezes, para ti conseguir um cliente é muito difícil e pra ti perder, uma coisinha basta".

O sucesso repentino levou à necessidade de investimento. O faturamento mensal passou a R$ 108 mil, e Leandra decidiu reinvestir tudo na operação:

  • Troca de fiação elétrica
  • Aquisição de novas fritadeiras
  • Ampliação do espaço físico
  • Reforma completa do prédio

"Todo dinheiro que entrou saiu em investimento", explica a confeiteira. Hoje, eventos chegam a reservar até 50 lugares exclusivamente para o rodízio.

Conselhos para empreendedores e planos futuros

Leandra se emociona ao lembrar da trajetória e diz que persistir foi essencial. "Vai dar certo. Às vezes a gente pensa em desistir, muitas vezes. Mas segue, que vai dar certo, vai ter sucesso, vai fazer o que tu gosta, que tu ama". Para quem pensa em empreender, ela também deixa um conselho: "Se tu não tentar, como é que tu vai saber que deu certo?".

O rodízio funciona apenas aos sábados, estratégia para manter a exclusividade e controlar a operação, embora Leandra estude ampliar para sextas-feiras. Com a demanda crescente, a confeiteira demonstra como uma ideia simples pode revolucionar um negócio e inspirar outros empreendedores.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar