Paes ataca 'pitbulls tchutchucas' de Bacellar na Alerj por atraso em dívida de R$ 8 bi
Paes critica aliados de Bacellar por dívida de R$ 8 bi na Alerj

Paes provoca aliados de Bacellar na Alerj como 'pitbulls tchutchucas' em meio a disputa por dívida bilionária

Na véspera de uma votação crucial na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), o prefeito Eduardo Paes (PSD) lançou um ataque ferrenho contra aliados do presidente afastado da Casa, Rodrigo Bacellar (União). O motivo é o atraso na regulamentação do pagamento de uma dívida estadual de mais de R$ 8 bilhões com a prefeitura da capital, um tema que mobiliza a política fluminense e envolve interesses financeiros significativos.

Projeto de dívida de R$ 8 bilhões gera tensão política na Alerj

O primeiro projeto a ser votado pela Alerj após o recesso, nesta terça-feira, 3 de fevereiro de 2026, trata da compensação do repasse de ICMS ao município do Rio de Janeiro entre 1997 e 2024. Caso aprovado, o acordo prevê o pagamento dessa dívida ao longo de 52 anos, um período extenso que reflete a magnitude do valor envolvido. A proposta já causa agitação no cenário político, com Paes utilizando as redes sociais para criticar duramente os deputados que sustentam o governador Cláudio Castro (PL) no Legislativo.

Em suas declarações, Paes afirmou: "Só para o devido registro histórico: acordo proposto pela prefeitura do Rio desde 2024 e que por pura birra do antigo comando da Alerj e seus pitbulls tchutchucas não foi votada naquele mesmo ano". O termo "pitbulls tchutchucas", usado de forma pejorativa, visa destacar a resistência de certos parlamentares em avançar com a votação, acusando-os de atrasar uma resolução necessária para as finanças municipais.

Intervenção do STF e críticas ao governador Cláudio Castro

O contexto dessa disputa inclui uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que declarou inconstitucional uma lei estadual que excluía a capital fluminense da divisão da partilha do ICMS. Segundo a Corte, "não pode a legislação estadual, sob o pretexto de resolver as desigualdades sociais e regionais, alijar por completo um município da participação em tais recursos". Essa intervenção judicial pressionou o governo estadual a buscar uma solução, com Paes comentando: "O governador teve que ser ameaçado pelo STF para avançar com esse acordo 'Casas Bahia' proposto por nós".

Além disso, Paes estendeu suas críticas ao impacto educacional do atraso, alegando que "essa birra política e irresponsável" também levou a Alerj a retirar cerca de R$ 150 milhões da educação de municípios ao deixar de votar uma proposta na área. No entanto, ele fez um afago ao presidente em exercício da Casa, Guilherme Delaroli (PL), parabenizando-o por "avançar de forma republicana e não perder tempo com os tchutchucas pitbull de seu antecessor".

Com Paes agora oficialmente pré-candidato a governador, essa batalha política pelo ICMS e seus desdobramentos financeiros prometem continuar aquecendo os debates na Alerj, refletindo as tensões entre prefeitura, estado e legislativo em meio a uma dívida bilionária que afeta diretamente os cofres públicos e serviços essenciais.