João Campos viaja a Belo Horizonte para fortalecer palanque de Lula em Minas Gerais
O presidente nacional do PSB e prefeito do Recife, João Campos, embarca nesta terça-feira, 3 de fevereiro de 2026, para Belo Horizonte, capital mineira, com uma missão política de alto impacto. Sua agenda partidária visa abrir uma nova perspectiva de palanque no estado para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva do PT, em meio às dificuldades do campo governista em definir um nome forte para a disputa estadual.
Objetivo central: convencer Tadeuzinho a se filiar ao PSB
Embora Campos participe de um evento de filiação de deputados federais ao PSB, o foco principal de sua viagem é uma reunião nos bastidores com o presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, deputado Tadeu Leite, popularmente conhecido como Tadeuzinho, do MDB. A estratégia é persuadir o emedebista a se filiar ao PSB para encabeçar a chapa lulista na corrida pelo governo estadual.
Essa movimentação ocorre porque o plano inicial do PT, que apostava na candidatura do senador Rodrigo Pacheco do PSD, encontra-se cada vez mais distante da concretização. Diante desse impasse, o partido avalia alternativas como Tadeuzinho ou o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil do PDT, mas ambas as opções apresentam desafios significativos.
Desafios e contexto político em Minas Gerais
O campo governista em Minas Gerais enfrenta obstáculos há meses para definir quem comandará o Palácio da Liberdade e apoiará a reeleição de Lula. No caso de Kalil, há rusgas históricas com o presidente, já que o mineiro se sentiu injustiçado após receber pouco apoio na eleição de 2022. Quanto a Tadeuzinho, sua candidatura lulista não contaria com o respaldo do MDB local, partido que mantém proximidade com políticos antipetistas no estado.
A estratégia de filiação ao PSB para viabilizar candidaturas não se limita a Minas Gerais. Ela tem sido replicada em outros estados estratégicos, como São Paulo e Alagoas, seguindo o exemplo do vice-presidente Geraldo Alckmin, que deixou o PSDB para se juntar a Lula em 2022 sob a sigla do PSB.
Essa ofensiva política de João Campos destaca a busca por alternativas criativas para consolidar alianças e fortalecer o palanque nacional de Lula, em um cenário eleitoral complexo e fragmentado.