Copom reduz Selic para 14,50% ao ano em meio a pressões inflacionárias globais
Copom corta Selic para 14,50% ao ano

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu, nesta quarta-feira (29), reduzir a taxa básica de juros da economia, a Selic, em 0,25 ponto percentual, passando de 14,75% para 14,50% ao ano. A taxa Selic é o principal instrumento do BC para controlar as pressões inflacionárias, que afetam especialmente a população de menor renda.

Contexto da decisão

O novo corte da Selic ocorre em um cenário de conflito no Oriente Médio, que tem gerado pressões inflacionárias em escala global. A alta do petróleo já impacta os preços dos combustíveis no Brasil, levando alguns analistas a defenderem uma pausa no ciclo de redução dos juros.

Composição do Copom

O Copom é composto pelo presidente do BC e por oito diretores da autarquia. Em 2025, os diretores indicados pelo presidente Lula formaram a maioria no colegiado, sendo diretamente responsáveis pela decisão tomada. Na reunião desta semana, o Diretor de Administração, Rodrigo Alves Teixeira, não participou.

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Como as decisões são tomadas

Para definir os juros, o Banco Central baseia-se no sistema de metas de inflação. Se as projeções estão alinhadas com as metas, é possível reduzir os juros; se estão acima, o Copom tende a manter ou elevar a Selic. Desde o início de 2025, com a meta contínua, o objetivo é de 3%, considerado cumprido se a inflação oscilar entre 1,5% e 4,5%.

Ao definir a taxa de juros, o BC observa as projeções futuras de inflação, não a variação corrente dos preços, pois as mudanças na Selic levam de seis a 18 meses para ter impacto pleno na economia. Atualmente, a instituição já mira a meta considerando o ano de 2027 fechado. Para o próximo ano, o mercado financeiro estimou, na semana passada, que o IPCA ficará em 4%, acima da meta central de 3%.

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