Partidos sondam Capitão Nascimento para 2026, mas ele rejeita candidatura
Capitão Nascimento recusa convites partidários para eleições

Partidos de direita convidam Capitão Nascimento para eleições, mas ele recusa

Em uma movimentação política que reflete as novas estratégias eleitorais, partidos de direita começaram a sondar influenciadores digitais para as eleições de 2026. Entre os nomes mais visados está Rodrigo Pimentel, ex-capitão do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) do Rio de Janeiro, conhecido por ter inspirado o personagem Capitão Nascimento, interpretado por Wagner Moura no filme Tropa de Elite.

Convites confirmados, mas sem interesse em candidatura

Rodrigo Pimentel, que possui 1,5 milhão de seguidores no Instagram e produz conteúdo sobre Segurança Pública, confirmou ter recebido convites de dirigentes partidários para disputar as eleições deste ano. No entanto, o influenciador foi taxativo ao afirmar que não tem interesse em se candidatar. "Entendo que essa procura seja natural, visto que a Segurança Pública é, hoje, a maior dor do brasileiro, e minha trajetória técnica, somada ao alcance que tenho nas redes sociais, me coloca nesse radar. No entanto, quero ser taxativo: eu não sou candidato a absolutamente nada", declarou Pimentel.

O ex-capitão do Bope preferiu não citar os nomes dos políticos que lhe fizeram os convites, mas deixou claro que prefere manter sua independência. Ele avalia que terá mais condições de ajudar o país continuando seu trabalho como influenciador digital, focando em questões de segurança, que são apontadas como a maior preocupação dos brasileiros em pesquisas recentes.

Estratégia partidária para captar votos

A ideia por trás desses convites é tentar atrair celebridades da internet com grande engajamento nas redes sociais, com o objetivo de captar votos e impulsionar outras candidaturas menos populares. Antes do advento da internet, os partidos buscavam artistas, jogadores de futebol e outras celebridades tradicionais para conseguir votações expressivas. Agora, o foco mudou para surfar na força dos influenciadores digitais, tentando converter seu alcance online em bônus eleitorais.

Além de Rodrigo Pimentel, outros influenciadores também estão no radar dos partidos. Jojo Todynho, por exemplo, foi sondada pelo PL para concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados pelo Rio de Janeiro. Essa tendência não se limita apenas à direita; partidos de esquerda, como PT e PSOL, também elaboraram listas de influenciadores digitais que poderiam disputar vagas no Congresso em outubro, com alguns convites ainda aguardando resposta.

Independência como prioridade

Rodrigo Pimentel reforçou sua posição de não entrar na política partidária, afirmando que não há planos para candidatura e que não tem pretensões eleitorais. "Não há planos para candidatura. Não tenho pretensões eleitorais", garantiu. Ele acredita que, atuando como influenciador independente, pode contribuir mais efetivamente para o debate público sobre Segurança Pública, sem as amarras e compromissos de uma campanha eleitoral.

Essa postura destaca um movimento crescente entre figuras públicas que preferem manter sua voz fora das estruturas partidárias tradicionais, utilizando as redes sociais como plataforma para advocacy e conscientização. A recusa de Pimentel pode servir como um exemplo para outros influenciadores que são alvo de sondagens semelhantes, mostrando que é possível impactar a sociedade sem necessariamente se filiar a um partido político.