Alckmin afirma que reunião entre Lula e Trump em março pode reduzir tarifas sobre o Brasil
Alckmin: encontro Lula-Trump em março pode aliviar tarifaço

Alckmin projeta avanços nas negociações tarifárias com encontro presidencial em março

Durante participação na abertura da 35ª Festa Nacional da Uva e Feira Agroindustrial em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, o presidente da República em exercício Geraldo Alckmin expressou otimismo quanto à possibilidade de progressos significativos nas negociações sobre as tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil. O vice-presidente destacou que o governo brasileiro está "confiante" para obter avanços concretos durante o encontro marcado entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump na primeira semana de março em Washington.

Encontro "olho no olho" em Washington

Alckmin confirmou que Lula deve viajar aos Estados Unidos em março para um encontro direto com o presidente norte-americano. "Lula deve ir aos Estados Unidos em março, então, para ter um encontro com o presidente Trump, então todo o trabalho é a gente reduzir as alíquotas ou retirar o máximo que puder do tarifaço de 50%", afirmou o vice-presidente durante seu discurso no evento gaúcho.

O representante do governo brasileiro enfatizou que um dos principais objetivos da reunião será a redução ou eliminação das tarifas sobre produtos industriais brasileiros. "Então nós estamos confiantes que nós vamos poder avançar mais nesse acordo em março entre Brasil e Estados Unidos, um encontro dos dois presidentes", completou Alckmin, demonstrando expectativa positiva sobre os resultados das negociações.

Progressos já alcançados e próximos passos

O vice-presidente detalhou os avanços já conquistados nas negociações tarifárias, destacando a retirada das taxas sobre diversos produtos agrícolas brasileiros. "Já saiu do tarifaço a celulose, é muito importante para o Estado do Rio Grande do Sul, saiu a carne, saíram frutas, menos a uva, em razão da Califórnia, mas já saiu também, café, enfim, já fomos tirando", enumerou Alckmin.

No entanto, o foco atual das negociações está voltado para os produtos industriais. "Precisamos agora tirar produtos industriais", afirmou o vice-presidente, indicando que esta será uma das principais pautas da reunião entre Lula e Trump em março.

Contexto histórico das tarifas

As tarifas de 50% sobre produtos brasileiros foram impostas pelos Estados Unidos em agosto do ano passado, durante a administração Trump. Segundo o próprio presidente norte-americano na época, a medida estava relacionada ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal por tentativa de golpe de Estado.

Desde então, os governos brasileiro e norte-americano mantiveram uma série de negociações que resultaram em progressos graduais. Em novembro do ano passado, Trump eliminou as tarifas sobre diversos insumos brasileiros, incluindo café, carne bovina, frutas, cacau e açaí. Com essa decisão, produtos que chegavam a pagar tarifa total de 50% voltaram a entrar no mercado americano com tarifa zero.

Expectativas para o encontro de março

A reunião presidencial marcada para março representa uma oportunidade significativa para o Brasil avançar ainda mais na normalização das relações comerciais com os Estados Unidos. O governo brasileiro espera que o encontro direto entre Lula e Trump possa facilitar acordos que beneficiem setores industriais importantes para a economia nacional.

A declaração de Alckmin durante a Festa Nacional da Uva em Caxias do Sul reflete a estratégia diplomática do governo brasileiro de buscar soluções negociadas para as disputas comerciais, priorizando o diálogo direto entre os líderes das duas nações.