Alckmin projeta entrada em vigor do acordo UE-Mercosul no Brasil até o fim de maio
O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, fez uma declaração otimista sobre o futuro do acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul. Durante evento realizado nesta sexta-feira (27), ele afirmou que o tratado internacional pode entrar em vigor no Brasil até o final do mês de maio, marcando um passo significativo nas relações comerciais do bloco sul-americano.
Processo de aprovação e cronograma acelerado
Alckmin explicou que o acordo, que havia sido questionado no âmbito jurídico e está sob análise da Justiça europeia, já conta com um caminho desenhado para sua implementação. "A Justiça europeia estabeleceu que os países que fizerem a internalização já têm a vigência provisória", destacou o ministro, referindo-se à possibilidade de aplicação antecipada do tratado.
O processo legislativo brasileiro segue em ritmo acelerado. Após a aprovação pela Câmara dos Deputados na última quarta-feira (25), a expectativa do governo federal é que o Senado Federal dê seu aval ao texto em um prazo de até duas semanas. "Depois de aprovado pelo presidente Lula, então, em 60 dias, o acordo entra em vigência. Se aprovarmos em março, até o fim de maio pode entrar em vigência o acordo", projetou Alckmin, detalhando o cronograma que pode consolidar uma das maiores zonas de livre comércio do planeta.
Contexto internacional e ratificações recentes
A declaração do ministro ocorre em um momento de avanços concretos no cenário internacional. Recentemente, os Congressos do Uruguai e da Argentina ratificaram oficialmente o acordo, com aprovações confirmadas por ampla maioria em seus respectivos Poderes Legislativos. Essas movimentações reforçam a trajetória do tratado, que envolve os 27 países da União Europeia e os membros fundadores do Mercosul: Argentina, Uruguai, Brasil e Paraguai.
Na prática, a consolidação deste acordo criará a maior zona de livre comércio do mundo, promovendo a integração econômica e comercial em uma escala sem precedentes. A medida visa eliminar barreiras tarifárias e facilitar o fluxo de bens e serviços entre os blocos, potencializando oportunidades de negócios e investimentos.
Impactos positivos para a economia brasileira
Durante sua fala, Alckmin também enfatizou os impactos positivos que o acordo trará para diversos setores da economia brasileira. Ele citou exemplos concretos para ilustrar o potencial de crescimento. "Só para dar um exemplo, a indústria de imóveis entende que, no primeiro ano, ela pode aumentar em 20% das exportações para a União Europeia", afirmou o ministro, demonstrando como setores específicos podem se beneficiar diretamente da abertura comercial.
Além do setor imobiliário, espera-se que outras áreas, como agronegócio, indústria e serviços, experimentem um impulso significativo com a redução de tarifas e a harmonização de regulamentos. A previsão é que o acordo não apenas amplie as exportações brasileiras, mas também atraia investimentos estrangeiros e fomente a inovação tecnológica, contribuindo para o desenvolvimento econômico sustentável do país.
O governo federal segue monitorando de perto os desdobramentos no Senado e nas instâncias internacionais, com o objetivo de garantir que o acordo entre em vigor dentro do prazo projetado, consolidando uma nova era nas relações comerciais do Brasil com a União Europeia.



