Programa 'Malte de Mulher' fortalece protagonismo feminino na cadeia cervejeira
O protagonismo feminino na cultura e na cadeia produtiva da cerveja ganhou um novo impulso com o lançamento do Programa Malte de Mulher, realizado no dia 11 de março, durante evento alusivo ao Mês da Mulher no auditório do Simespi, em Piracicaba. A iniciativa é uma parceria entre a CPLCERVA, o Simespi e o Comespi, com o objetivo de valorizar, fortalecer e dar visibilidade às mulheres em todos os elos da indústria cervejeira.
Uma iniciativa estruturante para a diversidade
Segundo o professor Carlos Alberto Zem, assessor de projetos especiais do Simespi e gestor da CPLCERVA, o programa não é uma ação pontual, mas sim uma iniciativa estruturante que abrange desde a fabricação de máquinas e equipamentos até a produção, gestão, inovação, comercialização e cultura cervejeira. "Mais do que uma ação pontual, o programa nasce como uma iniciativa estruturante voltada à valorização, ao fortalecimento e à visibilidade das mulheres em toda a cadeia produtiva", afirmou Zem.
A proposta amplia o diálogo com mulheres de diferentes áreas profissionais, criando um espaço plural para encontros sociais, culturais e troca de experiências, tendo a cultura cervejeira como elo simbólico e sensorial. Inspirado na simbologia do malte, elemento essencial da cerveja, o programa vê as mulheres como uma força transformadora na sociedade, capazes de renovar práticas, gerar inovação e ampliar o impacto social das atividades produtivas.
Simbolismo e compromisso institucional
Zem explicou que a iniciativa utiliza a metáfora entre malte e esmalte para representar o protagonismo feminino. "Enquanto o malte representa a base, o fundamento e a energia que transforma, o esmalte simboliza expressão, identidade e visibilidade", detalhou. Para Paulo Estevam Camargo, presidente do Simespi, o programa reforça o compromisso com a diversidade e um ecossistema produtivo mais inclusivo. "Ao estimular a participação das mulheres na cadeia produtiva da cerveja, fortalecemos um ambiente mais inovador e colaborativo", destacou.
O programa também resgata a história feminina na produção cervejeira, que remonta às civilizações da Mesopotâmia e do Egito, incluindo as alewives, produtoras artesanais da Europa medieval. Com a consolidação econômica e regulamentação do setor, houve uma exclusão gradual das mulheres do âmbito formal, tornando iniciativas como o Malte de Mulher essenciais para promover inclusão e reconectar a indústria com suas origens.
Estrutura e resultados esperados
O programa será desenvolvido por meio de encontros periódicos que integram três dimensões principais:
- Conteúdo: debates e reflexões sobre história, cultura e liderança feminina.
- Vivências: degustações guiadas e experiências sensoriais ligadas à gastronomia e cultura cervejeira.
- Conexão: criação de redes de cooperação e apoio entre mulheres.
Entre os resultados esperados estão a ampliação da visibilidade do protagonismo feminino, o estímulo ao empreendedorismo, o fortalecimento de redes de colaboração e a promoção da diversidade como vetor de inovação social e produtiva. "Reconhecemos que o fortalecimento da liderança feminina representa uma retomada histórica do papel das mulheres na cultura cervejeira e no desenvolvimento econômico", concluiu Zem.
O evento de lançamento contou com palestra e roda de conversa sobre empreendedorismo feminino no mercado cervejeiro, marcando o início de uma jornada que busca transformar a indústria em um ambiente mais igualitário e inovador.



