Conselheiras são destituídas em Amparo por não agirem em caso de estupro de vulnerável
Conselheiras destituídas por omissão em estupro de vulnerável em Amparo

Conselheiras são destituídas em Amparo após omissão em caso de estupro de vulnerável

A Prefeitura de Amparo, no interior de São Paulo, anunciou nesta quinta-feira (26) a destituição de duas conselheiras e a suspensão de uma terceira por cinco dias. A decisão foi tomada após uma comissão processante concluir que elas cometeram uma falta gravíssima ao não darem andamento a uma denúncia de estupro de vulnerável, ocorrida em novembro de 2025.

Fatos apurados pela comissão

De acordo com a prefeitura, o processo investigou eventos que aconteceram em uma escola local, onde as conselheiras receberam a denúncia de estupro de vulnerável. A apuração revelou que elas não tomaram as medidas necessárias para encaminhar o caso, alegando que "não era um caso relativo ao Conselho". Essa omissão foi considerada uma violação grave de suas responsabilidades, levando à ação disciplinar.

Após a ocorrência, a Justiça e a prefeitura foram notificadas, resultando na instauração de uma comissão para investigar o incidente. O caso foi posteriormente encaminhado ao Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) para apurações adicionais, com as conselheiras sendo destituídas por prevaricação, um crime que envolve a negligência no exercício de função pública.

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Consequências e sigilo das informações

A Prefeitura de Amparo optou por não identificar as três conselheiras envolvidas, citando a natureza sensível do caso, que envolve uma criança ou adolescente. Além disso, a administração municipal declarou que não fornecerá outras informações sobre o assunto, respeitando a privacidade das vítimas e os procedimentos legais em andamento.

Este episódio destaca a importância da atuação responsável de conselheiros em casos de violência contra vulneráveis, reforçando a necessidade de agilidade e compromisso com a proteção dos direitos de menores. A destituição e suspensão servem como um alerta para outros profissionais em cargos similares, enfatizando que a omissão em situações críticas pode levar a consequências severas, incluindo a perda do cargo e ações judiciais.

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