Polícia Federal prende paraguaios por falsificação de documentos em Ponta Porã
A Polícia Federal realizou a prisão em flagrante de duas pessoas em Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, durante atendimentos na área de migração. As detenções ocorreram após a identificação do uso de informações falsas para obter ou manter autorização de residência no território brasileiro.
Divergências detectadas durante análise
Durante as entrevistas e a análise minuciosa dos documentos apresentados, os policiais federais encontraram divergências significativas que indicavam claramente a simulação de residência em território nacional. Essas inconsistências levantaram suspeitas sobre a veracidade das informações fornecidas pelos requerentes.
Detalhes dos casos de falsificação
Em um dos casos, um homem de nacionalidade paraguaia admitiu ter utilizado o endereço de outra pessoa para renovar o Registro Nacional Migratório (CRNM). Segundo seu depoimento, houve pagamento de um valor em dinheiro para usar o endereço alheio, com o objetivo principal de continuar tendo acesso a benefícios assistenciais oferecidos pelo governo brasileiro.
Entre os benefícios citados estão o Sistema Único de Saúde (SUS) e o Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS), demonstrando como a falsificação visava garantir assistência pública indevida.
No outro flagrante, os agentes constataram que o requerente informava um endereço completamente diferente do local onde realmente residia. Essa manobra tinha como finalidade evitar o cancelamento de um benefício social que recebia. Investigadores apuraram ainda que o mesmo endereço falso havia sido apresentado a outros órgãos públicos, ampliando o escopo da irregularidade.
Operação e consequências legais
A operação da Polícia Federal em Ponta Porã destacou a rigorosa fiscalização nas áreas de migração e controle documental. As prisões em flagrante reforçam o compromisso das autoridades em combater fraudes que envolvem a obtenção ou manutenção de autorizações de residência por meio de informações enganosas.
Os detidos agora enfrentam processos legais por falsificação ideológica e uso de documento falso, crimes que podem resultar em penas severas conforme a legislação brasileira. A ação serve como um alerta para tentativas similares de burlar o sistema migratório e acessar benefícios públicos de forma ilegítima.