Decisão judicial não é cumprida e transporte urbano continua parado em São Luís
Transporte urbano parado em São Luís apesar de decisão judicial

Decisão judicial não é cumprida e transporte urbano continua parado em São Luís

Mesmo com uma determinação da Justiça do Trabalho ordenando o fim da greve, os ônibus do sistema urbano não retomaram as operações nesta quinta-feira, dia 5. A paralisação, que já alcança sete dias consecutivos, mantém a cidade de São Luís sem transporte público essencial, impactando diretamente a mobilidade dos moradores.

Cenário crítico nos terminais

No Terminal da Praia Grande, a plataforma permanece vazia, com apenas alguns passageiros aguardando por alternativas de locomoção. Enquanto isso, os ônibus do sistema semiurbano seguem circulando normalmente, o que contrasta com a paralisação total do transporte urbano. A situação se repete no Terminal da Cohab, onde o cenário é igualmente desolador, refletindo a gravidade da crise.

Motivos da persistência da greve

Os trabalhadores do transporte urbano justificam a continuidade da paralisação devido a frequentes atrasos nos salários e a falta de pagamento de direitos trabalhistas, como o ticket alimentação. Eles afirmam que a insegurança financeira diante dessa realidade impede o retorno às atividades regulares.

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Por outro lado, o Sindicato das Empresas de Transporte de São Luís aponta a falta de pagamento do subsídio por parte da Prefeitura como a causa principal da crise. Segundo a entidade, essa omissão compromete diretamente os pagamentos devidos aos motoristas e cobradores, perpetuando o impasse.

Decisão judicial e protestos

A decisão judicial, que determinava a retomada imediata do serviço, ainda não foi cumprida pelos envolvidos. Em protesto, motoristas se concentraram em frente ao Tribunal Regional do Trabalho na tarde desta quinta-feira, reforçando suas demandas. Até o final do dia, nenhum ônibus urbano circulou pela cidade, exacerbando as dificuldades de locomoção da população.

Acordo de reajuste salarial

O Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região determinou um reajuste salarial de 5,5% para os rodoviários do sistema urbano de São Luís, com o objetivo de encerrar a greve. O mesmo percentual foi aplicado ao sistema semiurbano, que já retomou as operações. A decisão foi anunciada durante uma audiência de conciliação envolvendo o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário, o Sindicato das Empresas de Transporte e a Prefeitura.

Segundo o Tribunal, a medida foi necessária porque não houve proposta apresentada pelo Município de São Luís nem pelo SET durante as negociações. Com a decisão, os rodoviários devem retomar as atividades, embora ainda não haja um horário definido para a normalização completa da circulação dos ônibus.

Benefícios mantidos e contexto da greve

Além do reajuste salarial, foram mantidos os seguintes benefícios para a categoria:

  • Manutenção do plano de saúde
  • Plano odontológico
  • Seguro de vida
  • Exame toxicológico
  • Ticket nas férias e todos os demais benefícios já garantidos

A greve dos rodoviários foi deflagrada na sexta-feira, dia 30, e mesmo após uma liminar do TRT que exigia a operação de 80% da frota, 100% dos ônibus permaneceram parados. O descumprimento resultou em uma multa diária de R$ 70 mil ao Sindicato dos Rodoviários, com bloqueio de recursos em caso de persistência.

Reivindicações e posicionamentos

Os rodoviários inicialmente reivindicavam um reajuste salarial de 12%, ticket alimentação no valor de R$ 1.500 e a inclusão de mais um dependente no plano de saúde. Durante as negociações, o Ministério Público do Maranhão propôs 6%, enquanto o SET ofereceu 4%, culminando no acordo de 5,5% fixado pelo TRT.

A Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes emitiu uma nota afirmando que o pagamento do subsídio ao sistema de transporte público está em dia e que foram liberados vouchers para corridas por aplicativo aos usuários, mas isso não foi suficiente para resolver a crise.

A Prefeitura de São Luís e as empresas de transporte precisam chegar a um acordo urgente para evitar um colapso total no sistema de transporte público da capital, que já afeta severamente o cotidiano dos cidadãos.

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