Rio Grande do Norte atinge menor taxa de desemprego da história em 2025, segundo IBGE
RN tem menor desemprego histórico em 2025, diz IBGE

Rio Grande do Norte registra menor taxa de desemprego da série histórica em 2025

O Rio Grande do Norte alcançou um marco significativo no mercado de trabalho em 2025, com a taxa anual de desemprego caindo para 8,1%, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este percentual representa a menor taxa da série histórica do instituto, que teve início em 2012, superando o índice de 8,7% registrado em 2024.

Queda acentuada no último trimestre

Os números da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - Pnad Contínua Trimestral, divulgados na sexta-feira (20), revelam uma redução ainda mais expressiva no quarto trimestre de 2025. Nesse período, a taxa de desocupação no estado foi de 6,7%, uma queda de 2 pontos percentuais em comparação com o mesmo trimestre de 2024, quando ficou em 8,7%. Segundo o IBGE, essa diminuição representa 31 mil pessoas a menos desocupadas de um ano para o outro.

No último trimestre de 2025, que compreende os meses de outubro, novembro e dezembro, o Rio Grande do Norte contava com 1,412 milhão de pessoas ocupadas e 101 mil pessoas desocupadas. No trimestre anterior, esses números eram de 1,395 milhão de ocupados e 113 mil desocupados, demonstrando uma evolução positiva no cenário empregatício.

Estabilidade no rendimento e redução da informalidade

O rendimento médio mensal dos ocupados no estado manteve-se estável no último trimestre, ficando em R$ 2.838, uma diferença de apenas R$ 9 em relação ao trimestre terminado em setembro, quando foi de R$ 2.830.

Outro dado positivo destacado pelo IBGE é a taxa de informalidade, que em 2025 foi de 39% no Rio Grande do Norte. Este é o menor patamar anual observado no estado desde 2016 e marca a primeira vez em dez anos que o índice fica abaixo dos 40%. A taxa potiguar ficou abaixo da média da Região Nordeste, que foi de 50,8%, mas ainda acima da média nacional, de 38,1%.

No quarto trimestre de 2025, a taxa de informalidade no RN ficou em 42,1%, número considerado estável em relação ao trimestre anterior. O IBGE estima que havia 594 mil pessoas de 14 anos ou mais ocupadas em situação de informalidade na semana de referência da pesquisa, contra 585 mil no trimestre terminado em setembro.

Aumento no número de desalentados

Apesar dos avanços, a pesquisa apontou um aumento no número de desalentados no estado. O RN fechou o ano com 73 mil pessoas nessa condição, uma variação de 6,7% em relação ao trimestre anterior, quando eram 69 mil. Em comparação com o quarto trimestre de 2024, que registrou cerca de 72 mil desalentados, a variação foi de 2,5%.

Os desalentados são definidos como pessoas que estão fora da força de trabalho, não estão trabalhando nem procurando emprego, mas gostariam de trabalhar e estariam disponíveis para assumir um trabalho se ele aparecesse. Essas pessoas desistem de procurar emprego devido a fatores como falta de experiência, idade, ou por acreditarem que não há oportunidades em sua localidade.

No quarto trimestre, os desalentados representaram 5,4% do pessoal fora da força de trabalho no RN, grupo que também inclui estudantes, aposentados e pessoas dedicadas a atividades domésticas. No total, havia 1,337 milhões de pessoas fora da força de trabalho no estado, sendo que 128 mil estavam na força de trabalho potencial, ou seja, pessoas com potencial de se transformarem em força de trabalho.

Contexto nacional e regional

O Rio Grande do Norte não foi o único estado a registrar avanços. Outros 19 estados também alcançaram suas menores taxas anuais em 2025, com destaque para Mato Grosso (2,2%), Santa Catarina (2,3%) e Mato Grosso do Sul (3,0%). Na Região Nordeste, a menor desocupação foi registrada na Paraíba, com 6,0%.

Em nível nacional, a taxa anual de desocupação recuou para 5,6% em 2025, uma queda de 1,0 ponto percentual frente ao resultado de 2024, que foi de 6,6%.

William Kratochwill, analista da pesquisa, explica que "a mínima histórica em 2025 decorre do dinamismo observado no mercado de trabalho, impulsionado pelo aumento do rendimento real. Contudo, a queda da desocupação mascara problemas estruturais: Norte e Nordeste mantêm informalidade e subutilização elevadas, evidenciando ocupações de baixa produtividade".