O avanço da inteligência artificial (IA) está transformando o mercado de trabalho brasileiro, e os jovens são os mais vulneráveis a esses impactos. De acordo com o pesquisador Daniel Duque, do FGV Ibre, aproximadamente 30 milhões de pessoas no Brasil já estão expostas a tecnologias de IA, o que pode aumentar os riscos de desemprego e precarização das condições laborais.
Impactos da IA no mercado de trabalho
Duque explica que a automação e a IA estão substituindo tarefas repetitivas e analíticas, muitas vezes desempenhadas por trabalhadores mais jovens. Isso exige uma requalificação profissional urgente para evitar que esses profissionais fiquem desatualizados. O pesquisador destaca que setores como serviços administrativos, atendimento ao cliente e análise de dados são os mais afetados.
Desafios para os jovens
Os jovens, que muitas vezes têm menos experiência e estão em início de carreira, são os que mais sofrem com as mudanças. A falta de habilidades técnicas específicas para lidar com novas ferramentas de IA pode dificultar a inserção no mercado. Duque ressalta a importância de políticas públicas que incentivem a educação continuada e o treinamento em tecnologias emergentes.
Oportunidades e riscos
Apesar dos desafios, a IA também cria novas oportunidades, especialmente em áreas como desenvolvimento de software, análise de dados e gestão de sistemas inteligentes. No entanto, sem o devido preparo, os jovens podem ficar para trás. O estudo do FGV Ibre aponta que a exposição à IA não é uniforme: regiões mais desenvolvidas e com maior acesso à tecnologia tendem a se beneficiar mais, enquanto áreas periféricas enfrentam maiores dificuldades.
Recomendações para o futuro
Duque sugere que empresas e governos invistam em programas de capacitação e requalificação, além de criar redes de proteção social para os trabalhadores afetados. A adaptação ao novo cenário tecnológico é essencial para garantir que o mercado de trabalho brasileiro se mantenha competitivo e inclusivo.



