A greve dos rodoviários do transporte público na Grande São Luís, no Maranhão, chega ao seu segundo dia neste sábado (31), mantendo-se sem acordo entre as partes envolvidas. A paralisação impacta diretamente cerca de 700 mil passageiros, que enfrentam dificuldades de locomoção em linhas urbanas e semiurbanas da região metropolitana.
Negociações sem consenso
Uma audiência de mediação realizada na tarde de sexta-feira (30) terminou sem um acordo concreto entre o Sindicato das Empresas de Transporte (SET) e o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado do Maranhão (Sttrema). Diante do impasse, uma nova audiência está agendada para a próxima terça-feira (4), às 9h, na sede do Tribunal Regional do Trabalho (TRT).
Liminar do TRT e reivindicações
Durante a audiência, o TRT concedeu uma liminar determinando que 80% da frota de ônibus volte a circular imediatamente, enquanto as negociações prosseguem. Os rodoviários reivindicam um reajuste salarial de 15%, um tíquete-alimentação no valor de R$ 1.500 e a inclusão de mais um dependente no plano de saúde.
Segundo Marcelo Brito, presidente do Sindicato dos Rodoviários, os empresários apresentaram uma contraproposta de reajuste de 12% durante a audiência. Brito afirmou que os empresários se comprometeram a discutir a viabilidade desse percentual, mas sem garantias de aceitação.
Impacto e perspectivas
A greve, que começou nesta segunda-feira (17), deve continuar indefinidamente até que uma nova proposta satisfatória seja apresentada. Não há previsão de retorno do serviço, deixando a população em suspense quanto à normalização do transporte público.
Esta situação destaca as tensões no setor de transporte e a importância das negociações coletivas para resolver conflitos trabalhistas, afetando significativamente a mobilidade urbana na região.