TikTok avança para o setor financeiro e busca autorização do Banco Central
O TikTok, a popular rede social controlada pela empresa chinesa ByteDance, está em processo de solicitação de aprovação junto ao Banco Central do Brasil para operar como uma instituição de empréstimos e pagamentos no país. A informação foi divulgada pela agência de notícias Reuters nesta terça-feira, dia 31 de março, revelando um movimento estratégico da plataforma para expandir seus serviços além do entretenimento digital.
Licenças solicitadas para operações financeiras
De acordo com fontes anônimas consultadas pela Reuters, a ByteDance protocolou dois pedidos de licenciamento junto ao BC. O primeiro pedido é para atuar como "emissor de moeda eletrônica", o que permitiria ao TikTok oferecer contas digitais aos seus usuários. Com essa autorização, os brasileiros poderiam manter dinheiro, receber transferências e realizar pagamentos diretamente dentro do aplicativo da rede social.
O segundo pedido visa a obtenção da licença para se tornar uma "empresa de crédito direto". Essa modalidade concederia à companhia o direito de utilizar seu próprio capital para conceder empréstimos ou atuar como intermediária entre tomadores e credores, ampliando significativamente sua atuação no mercado financeiro nacional.
Reunião de executivos com presidente do BC em Brasília
Executivos da ByteDance, incluindo o chefe de Pagamentos Globais, Liao Baohua, reuniram-se com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, na manhã desta terça-feira em Brasília. O encontro, que consta na agenda pública de Galípolo, demonstra o interesse e a seriedade da empresa em consolidar sua entrada no setor bancário brasileiro.
Essa movimentação não é totalmente inédita para a ByteDance. Em 2021, a empresa lançou o Douyin Pay, um sistema de pagamentos integrado à versão chinesa do TikTok. Na China, a plataforma já compete com serviços financeiros consolidados, como o WeChat Pay e o AliPay, indicando uma estratégia global de diversificação de negócios.
A possível entrada do TikTok no mercado financeiro brasileiro pode representar uma disrupção significativa, oferecendo alternativas digitais inovadoras para empréstimos e pagamentos, especialmente para o público mais jovem e conectado. No entanto, a aprovação final depende da análise criteriosa do Banco Central, que avaliará aspectos regulatórios e de segurança.



