Shoppings brasileiros superam marca histórica de R$ 200 bilhões em faturamento anual
O setor de shopping centers no Brasil atingiu um marco inédito em 2025, ultrapassando pela primeira vez a barreira dos 200 bilhões de reais em vendas anuais. De acordo com o novo Censo Brasileiro de Shopping Centers 2025–2026, divulgado pela Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), o faturamento total chegou a impressionantes 201 bilhões de reais, representando um crescimento de 1,2% em relação ao ano anterior.
Expansão e interiorização impulsionam o setor
Atualmente, o Brasil conta com 658 shoppings em operação, distribuídos por 253 cidades, totalizando 18,3 milhões de metros quadrados de Área Bruta Locável (ABL). Um movimento significativo de interiorização tem ganhado força, com mais da metade dos empreendimentos já localizados fora das capitais, tendência que se consolidou na última década.
Para 2026, a expectativa é de 11 novas inaugurações de shoppings em todo o país, com projeção de crescimento de 1,4% no faturamento do setor, segundo a Abrasce. Regionalmente, o Sudeste responde por 57% do faturamento total, enquanto o Nordeste se destaca pela maior produtividade, com faturamento médio de R$ 350,4 milhões por shopping, valor acima da média nacional.
Consumidores passam mais tempo e setor gera empregos recordes
O censo revela que os consumidores estão passando mais tempo nos shoppings centers, com um tempo médio de permanência de 80 minutos, o maior já registrado. Esses espaços têm se consolidado não apenas como locais de compras, mas também como centros de lazer, serviços e conveniência.
Cerca de 90% dos empreendimentos já contam com operações de serviços e conveniência, incluindo academias, clínicas médicas e serviços estéticos, ampliando a experiência do cliente. Mensalmente, aproximadamente 471 milhões de pessoas circulam pelos shoppings brasileiros, reforçando sua relevância no cotidiano da população.
Além do impacto econômico, o setor gera mais de 1 milhão de empregos diretos, um avanço de 1% em um ano, e mantém uma taxa média de ocupação de 95,4%, demonstrando robustez e estabilidade no mercado.
Esses dados destacam a resiliência e o crescimento contínuo do setor de shopping centers no Brasil, que segue se adaptando às novas demandas dos consumidores e expandindo sua presença para além dos grandes centros urbanos.



