O ano de 2025 consolidou o poderio financeiro de uma nova geração de bilionários brasileiros, com destaque absoluto para os herdeiros da gigante catarinense de equipamentos elétricos, a WEG. Um levantamento da revista Forbes, divulgado em agosto, revelou que sete jovens ligados à empresa somam uma fortuna conjunta impressionante de R$ 27,6 bilhões.
A Geração WEG: Juventude e Fortuna Bilionária
Os nomes que compõem este seleto grupo têm entre 20 e 27 anos, mantendo a WEG no posto de "fábrica de super-ricos" do país. As mais jovens da lista são as primas Lívia Voigt e Amelie Voigt Trejes, ambas com 20 anos. Na sequência, aparecem os irmãos Felipe e Pedro Voigt Trejes e Helena Marina Petry, todos com 23 anos. Completam o grupo Ana Flávia da Silva Petry, de 26 anos, e Dora Voigt de Assis, de 27.
O perfil acionário familiar da WEG, estabelecido pelos fundadores Werner Ricardo Voigt, Eggon João da Silva e Geraldo Werninghaus, é o principal motor dessa concentração de riqueza. A empresa, sediada em Jaraguá do Sul, vai muito além de motores elétricos, fabricando uma gama extensa de produtos como geradores, turbinas, tintas, painéis e carregadores.
Detalhes das Fortunas e Origens
A lista detalhada da Forbes mostra a dimensão do patrimônio de cada um:
- Lívia Voigt (20 anos): R$ 6,6 bilhões
- Dora Voigt de Assis (27 anos): R$ 6,6 bilhões
- Felipe Voigt Trejes (23 anos): R$ 3,6 bilhões
- Pedro Voigt Trejes (23 anos): R$ 3,6 bilhões
- Amelie Voigt Trejes (20 anos): R$ 3,4 bilhões
- Helena Marina da Silva Petry (23 anos): R$ 1,9 bilhão
- Ana Flávia da Silva Petry (26 anos): R$ 1,9 bilhão
As heranças foram divididas entre as famílias dos fundadores. Amelie, Felipe e Pedro são filhos de Cladis Voigt Trejes. Helena e Ana Flávia são irmãs e herdeiras de Marcia da Silva Petry, ligada ao fundador Eggon João da Silva. Já Lívia e Dora são filhas de Valsi Voigt e herdaram parte das ações que pertenciam à mãe.
O Fenômeno da "Fábrica de Bilionários"
A influência da WEG no ranking de bilionários é ainda mais ampla. A Forbes identificou que mais de 30 bilionários têm vínculo com a empresa. Em 2025, dos oito novos bilionários catarinenses que entraram na lista, sete estavam ligados à WEG, incluindo nomes como Sérgio Luiz Silva Schwartz, Décio da Silva e Martin Werninghaus.
Um dado curioso é que Lívia Voigt, moradora de Florianópolis e estudante de psicologia, foi considerada a bilionária mais jovem do mundo em 2024, destronando o italiano Clemente Del Vecchio. Este fato coloca Santa Catarina não apenas no mapa econômico nacional, mas também no cenário global de grandes fortunas familiares.
O caso da WEG ilustra como uma empresa familiar bem-sucedida, com capital aberto mas controle mantido entre os descendentes, pode gerar um legado financeiro que atravessa gerações, criando um fenômeno único de concentração de riqueza jovem no Brasil.



