O mercado brasileiro de galpões logísticos iniciou 2026 com forte expansão. No primeiro trimestre, a absorção líquida atingiu 360.027 metros quadrados, mantendo o ritmo de crescimento observado em períodos anteriores. Os dados são da consultoria Cushman & Wakefield.
Concentração no Sudeste
A região Sudeste foi responsável por 352.903 m² da absorção líquida total, o que representa 98% do volume nacional. São Paulo liderou com 270.784 m², seguido por Minas Gerais, que registrou 86.605 m². Já o Rio de Janeiro apresentou retração de 4.486 m² no período.
Locações por setor
As locações somaram 565.006 m² no trimestre. O setor de comércio, atacado e varejo foi o destaque, com 189.949 m², seguido pelo setor logístico, com 98.237 m². Outros segmentos também contribuíram para o resultado positivo.
Novas entregas e vacância
Foram entregues 202.339 m² de novos galpões no trimestre, a maior parte no Sudeste. São Paulo recebeu 110.284 m², Minas Gerais 63.364 m², e outras regiões responderam pelo restante. A taxa de vacância nacional caiu para 5,62%, indicando que as novas áreas foram rapidamente absorvidas pelo mercado.
No Sudeste, a vacância recuou para 6,2%. São Paulo registrou 5,24% e Minas Gerais 3,3%, enquanto o Rio de Janeiro viu sua taxa subir para 13,6%, refletindo a retração na absorção.
Preços firmes
O preço pedido médio nacional foi de R$ 28,94 por metro quadrado. No Sudeste, a média foi de R$ 29,41/m², com São Paulo em R$ 32,59/m², Minas Gerais em R$ 27,41/m² e Rio de Janeiro em R$ 23,56/m². A combinação de vacância baixa e preços estáveis mantém o ambiente favorável para investimentos em ativos logísticos de alto padrão.
O mercado de galpões logísticos segue aquecido, impulsionado pelo crescimento do comércio eletrônico e pela necessidade de modernização da infraestrutura de distribuição. A expectativa é que a demanda continue concentrada no Sudeste, especialmente em São Paulo e Minas Gerais.



