O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a causar polêmica ao insultar uma jornalista durante uma coletiva de imprensa nesta terça-feira, 12 de maio. Ao ser questionado sobre os gastos com a construção de um novo salão de baile na Casa Branca, Trump chamou a repórter de 'burra' e a tratou com desdém. A obra, que segundo o próprio presidente custará US$ 400 milhões (mais de R$ 1,2 bilhão), teve seu orçamento dobrado em relação ao inicialmente previsto.
Trump justifica aumento de custos
De acordo com Trump, o aumento dos custos se deve à sua decisão de ampliar o tamanho do salão. 'O que aconteceu é que temos um salão de baile abaixo do orçamento. Ele está sendo construído bem aqui. Eu dobrei o tamanho, porque obviamente precisamos disso. E agora estamos dentro do orçamento, abaixo do custo e adiantados no cronograma', afirmou o presidente. Ao ser confrontado pela repórter sobre o valor ter dobrado, Trump reagiu com irritação: 'Eu dobrei o tamanho, sua pessoa burra. Dá pra dobrar o tamanho. Você não é uma pessoa inteligente'.
Histórico de ofensas à imprensa
Esta não é a primeira vez que Trump insulta profissionais da imprensa, especialmente mulheres. Em dezembro passado, ele chamou uma jornalista de 'a repórter mais irritante desse lugar' e a classificou como 'insuportável' e 'péssima'. Semanas antes, ele disse que Katie Rogers, veterana repórter do The New York Times, era 'uma repórter de terceira categoria, feia por dentro e por fora'. Em novembro, ao ser questionado sobre um ataque em Washington, Trump perguntou agressivamente: 'Você é idiota?'.
Trump também já saiu em defesa do príncipe saudita Mohammed bin Salman, envolvido no assassinato do jornalista Jamal Khashoggi, e criticou uma repórter da ABC News por fazer perguntas 'constrangedoras'. O comportamento do presidente tem gerado debates sobre o respeito à liberdade de imprensa e o tratamento dado a jornalistas.
A construção do salão de baile na Casa Branca deve ser concluída até o final do ano, a tempo da visita do presidente chinês Xi Jinping. A obra, que inicialmente custaria US$ 200 milhões, agora consumirá o dobro dos recursos públicos.



