B3 dobra leilões de concessões no 1º trimestre, mas 2026 deve desacelerar
B3 dobra leilões de concessões, mas 2026 deve desacelerar

B3 dobra número de leilões de concessões no início de 2026, mas ano deve desacelerar

A bolsa de valores B3 deve realizar catorze leilões de concessões no primeiro trimestre de 2026, representando o dobro do número registrado no mesmo período do ano anterior. Apesar deste início aquecido, as projeções indicam uma desaceleração significativa ao longo do ano, influenciada por fatores políticos e econômicos globais.

Fatores que elevam o 'risco Brasil' e pressionam investimentos

Segundo Rogério Santana, diretor de relacionamento e governança em licitações da B3, o calendário eleitoral e as incertezas geopolíticas são elementos cruciais que devem aumentar a cautela dos investidores. "Esses fatores tendem a pressionar a curva de juros futuros e o dólar, dois componentes centrais do risco Brasil", afirma o executivo. Esta combinação de variáveis pode tornar o ambiente de negócios mais volátil e desafiador.

Recorde histórico em 2025 e perspectivas para 2026

Em 2025, a B3 alcançou um recorde histórico ao promover 75 leilões de concessões, um avanço de 17% em relação aos 64 realizados em 2024. Este desempenho robusto contrasta com as expectativas para 2026, onde, apesar do forte começo, a tendência é de redução no ritmo das operações. A análise sugere que os investidores precisarão de paciência e estratégia para identificar oportunidades em um cenário marcado por incertezas.

O aumento inicial no número de leilões reflete uma tentativa de aquecimento do mercado, mas os especialistas alertam que os riscos associados ao período eleitoral e às tensões internacionais podem limitar o crescimento sustentado. A B3, como principal plataforma de negócios do país, desempenha um papel fundamental na mediação desses processos, adaptando-se às flutuações econômicas.

Em resumo, enquanto o primeiro trimestre de 2026 promete ser dinâmico com o dobro de leilões, o restante do ano deve testar a resiliência do mercado frente a desafios políticos e globais, exigindo atenção redobrada dos participantes.