O presidente da TIC Trens, Pedro Moro, esclareceu por que o trem que ligará as cidades de São Paulo e Campinas terá velocidade limitada a 160 km/h. Em entrevista, ele destacou que um trem-bala exigiria um projeto muito mais caro e complexo.
Por que não um trem-bala?
Segundo Moro, a opção por um trem convencional de alta velocidade, mas não um trem-bala, foi uma decisão estratégica para viabilizar o projeto. “Seria muito mais caro”, afirmou o presidente da concessionária, referindo-se aos custos de infraestrutura e tecnologia necessários para um trem-bala.
As obras do trem intercidades já foram iniciadas, com um orçamento estimado em 17 bilhões de reais. O projeto prevê a ligação entre as duas maiores cidades do estado, reduzindo o tempo de viagem e oferecendo uma alternativa ao transporte rodoviário.
Detalhes do projeto
O trem intercidades terá velocidade máxima de 160 km/h, o que, segundo os engenheiros, é suficiente para atender à demanda prevista. A concessionária TIC Trens é responsável pela execução e operação do serviço.
A reportagem é de Bruno Andrade e Felipe Erlich, publicada originalmente na edição de abril de 2026 da revista VEJA, na seção VEJA Negócios nº 25.
Com a velocidade limitada, o trem deverá percorrer o trajeto em cerca de 1 hora e 15 minutos, tempo competitivo com o transporte rodoviário. A expectativa é que o serviço beneficie milhares de passageiros diariamente.
Investimento e prazos
O orçamento de 17 bilhões de reais inclui a construção da via, estações e aquisição de trens. A concessionária não divulgou uma data exata para o início da operação, mas as obras já estão em andamento.
Moro ressaltou que a prioridade é entregar um serviço seguro, eficiente e com custo acessível para a população. “Não adianta ter um trem muito rápido se o preço da passagem inviabilizar o uso”, concluiu.



