Nova etiqueta de eficiência para geladeiras: entenda as mudanças
Nova etiqueta de eficiência para geladeiras: o que muda

Nova etiqueta de eficiência para geladeiras entra em vigor no Brasil

A nova classificação de eficiência das geladeiras, já em vigor, simplificou a escolha do consumidor. Menos categorias, menos gasto de energia e impacto direto no bolso e no meio ambiente. É fundamental saber se a geladeira vai caber dentro de casa, se vai dar conta da demanda da família, mas também se vai encaixar no orçamento, não só por causa do preço.

"A gente compra uma que economiza mais, aí na hora que você vai pagar a conta você vê a diferença de preço, de valor da conta de luz", afirma a diarista Elizabeth dos Santos.

O governo simplificou a classificação de eficiência energética dos refrigeradores. O número de categorias na etiqueta do produto diminuiu. Antes, eram seis: de A+++ até C. As três últimas foram extintas por não se enquadrarem nos novos padrões de gasto máximo estabelecido pelo Ministério de Minas e Energia. Aparelhos com essa classificação não podem mais ser fabricados desde dezembro do ano passado. E agora a etiqueta nova, em vigor desde o começo do ano, tem apenas três categorias: A (mais econômica), B e C. A regra vale também para produtos importados.

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"A gente tem que agora ficar atenta a tudo, né? A gente é assalariado, então a gente não pode mais deixar passar nada, principalmente quando mexe no bolso", diz Naiana da Silva Rocha, técnica de enfermagem.

As geladeiras com a etiqueta antiga ainda podem ser vendidas, mas só até o fim deste ano. A partir de 2027, as lojas só poderão oferecer os refrigeradores mais econômicos: das categorias A, B e C. De acordo com o Inmetro, eles são em média 17% mais eficientes no consumo de energia. A estimativa do governo é que, com as novas exigências, cerca de 5,7 milhões de toneladas de gás carbônico deixem de ser emitidas até 2030.

"Já tem uma outra atualização prevista para 2030 e cada vez mais a gente se aproxima, né? E a partir de 2030, a gente vai estar plenamente alinhado com o consumo praticado em outros mercados mais desenvolvidos, como o europeu", explica Leonardo Rocha, assistente da Diretoria de Avaliação da Conformidade do Inmetro.

Tendência de preços

O presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros) diz que a medida é bem-vinda, mas reconhece que os preços podem subir. "Os insumos, as partes e peças também têm que ser um pouco mais robustas para entregar essa eficiência. Então, naturalmente, no primeiro momento, você tem ali uma elevação de preço, mas o próprio mercado brasileiro, com a alta concorrência, naturalmente vai fazer com que o produto continue acessível ao consumidor brasileiro", afirma Jorge Nascimento.

E quando a geladeira dá sinais de que vai parar, não dá para esperar. A Bete vai ter que comprar uma nova. "Ah, eu pretendo até a metade do ano, a minha já tem uns 12 anos, já tá na hora já. Vou me preparar eu e o maridão (risos). Tem que vir, a minha tá capenga (risos)", conta Elizabeth.

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