Mulheres sofrem mais com situação financeira do que homens, aponta pesquisa Datafolha
Mulheres sofrem mais com finanças que homens, diz Datafolha

Uma pesquisa realizada pelo Datafolha revelou que as mulheres no Brasil sentem mais o impacto negativo das finanças pessoais em comparação aos homens. O estudo indica que 44% das mulheres relatam ter um humor ruim ou péssimo em relação às suas condições financeiras, enquanto entre os homens esse percentual é de 36%. Os dados mostram uma diferença significativa de oito pontos percentuais entre os gêneros.

Impacto financeiro sobre o humor

De acordo com a pesquisa, quatro em cada dez brasileiros afirmam ter um humor ruim ou péssimo quando o assunto são as finanças pessoais. Isso significa que 40% da população adulta do país está insatisfeita com sua situação econômica individual. O levantamento também apontou que a preocupação com dívidas e a falta de dinheiro para cobrir despesas básicas são os principais fatores que afetam negativamente o estado de espírito dos entrevistados.

Diferenças de gênero na percepção financeira

Os pesquisadores destacam que as mulheres são mais afetadas emocionalmente pelas dificuldades financeiras. Entre os motivos apontados estão a maior exposição a empregos informais e de menor remuneração, além da dupla jornada de trabalho, que combina atividades profissionais com responsabilidades domésticas e cuidados com a família. A pesquisa também revela que as mulheres tendem a ter menos acesso a crédito e investimentos, o que agrava a sensação de insegurança financeira.

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Contexto econômico e busca por alternativas

O estudo do Datafolha faz parte de uma série de análises sobre a situação financeira dos brasileiros. Dados complementares mostram que 45% dos brasileiros procuram renda alternativa para complementar o orçamento, e o pagamento de dívidas compromete 29% da renda das famílias. Esses números indicam um cenário de aperto fiscal para grande parte da população, com impactos diferenciados entre homens e mulheres.

Recomendações para melhorar a saúde financeira

Especialistas ouvidos pela pesquisa sugerem que a educação financeira é uma ferramenta essencial para reduzir a ansiedade relacionada ao dinheiro. Eles recomendam que as pessoas busquem planejamento orçamentário, evitem o endividamento excessivo e considerem fontes de renda extra. Para as mulheres, em particular, políticas de incentivo à formalização do trabalho e ao empreendedorismo feminino podem ajudar a equilibrar a balança.

A pesquisa completa do Datafolha está disponível para consulta, com análises detalhadas sobre as diferenças regionais e faixas etárias. Os resultados reforçam a necessidade de políticas públicas voltadas para a redução da desigualdade de gênero no mercado de trabalho e no acesso a serviços financeiros.

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