O Ibovespa iniciou o pregão desta quarta-feira (13) em baixa, aos 180.173 pontos, destoando do desempenho positivo das bolsas internacionais. Os investidores monitoram declarações do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, novos resultados corporativos e os desdobramentos geopolíticos envolvendo Estados Unidos e Irã.
Cenário doméstico
No cenário doméstico, uma pesquisa Genial/Quaest divulgada hoje mostrou avanço da aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que atingiu 46%, impulsionada principalmente pela melhora entre eleitores independentes. Já Gabriel Galípolo participa nesta manhã da abertura da Conferência Anual do Banco Central, evento acompanhado de perto pelo mercado em busca de sinalizações sobre juros e inflação.
Temporada de balanços
Na temporada de balanços, os investidores aguardam após o fechamento os resultados de Banco do Brasil (BBAS3), CSN (CSNA3) e Eneva (ENEV3). Em relação às ações, os grandes bancos operavam em queda com o Banco do Brasil (BBAS3) liderando em -0,33%, seguido pelo Bradesco (BBDC4) e Santander (SANB11) com -0,22% e o Itaú (ITUB4) com -0,10%.
Cenário internacional
No exterior, os mercados recuperavam parte das perdas da sessão anterior, enquanto o petróleo devolvia uma pequena parcela das altas recentes, mesmo diante da redução das expectativas de um acordo entre Estados Unidos e Irã. O presidente norte-americano Donald Trump desembarcou na China para uma reunião com Xi Jinping e afirmou não esperar apoio de Pequim para encerrar o conflito no Oriente Médio nem para aliviar o controle iraniano sobre o Estreito de Ormuz.
Impactos inflacionários
Para Bruno Yamashita, coordenador de Alocação e Inteligência da Avenue, o foco do mercado segue concentrado nos possíveis efeitos inflacionários provocados pela guerra e pela manutenção do petróleo em níveis elevados. “O mercado acompanha de perto até que ponto a escalada do conflito no Oriente Médio pode continuar pressionando os índices de inflação ao redor do mundo. A principal preocupação agora é entender por quanto tempo o petróleo permanecerá em patamares elevados e quais impactos isso pode trazer para a atividade econômica global”, afirma.
Segundo ele, o movimento também influencia o câmbio nesta manhã. “O dólar abriu em leve alta frente ao real, próximo da faixa de R$ 4,90, refletindo um cenário ainda marcado por cautela e incertezas externas”, completa.



