Golpe do Imposto de Renda: app falso infecta 16 mil celulares
Golpe do IR: app falso atinge 16 mil celulares

Um aplicativo falso chamado “Meu Imposto de Renda”, que simulava o canal oficial da Receita Federal, acumulou mais de 16 mil downloads em diversos aparelhos celulares antes de ser removido das lojas de aplicativos. Esse é apenas um fragmento do cenário identificado pelo levantamento da Redbelt Security, às vésperas do encerramento do prazo de declaração do Imposto de Renda 2026.

Fraude em larga escala

Segundo a consultoria, foram encontradas 80 páginas falsas, com 26 perfis fraudulentos em redes sociais e 10 aplicativos maliciosos que exploravam o tema imposto de renda de forma negativa. As contas usavam nomes idênticos ou semelhantes aos de órgãos oficiais, e até mesmo uma identidade visual institucional idêntica.

De acordo com os especialistas, o principal método utilizado é a engenharia social, técnica que manipula o comportamento das pessoas para explorar falhas no sistema. A partir dessa estratégia, os golpistas se apoiam no senso de urgência, no medo das pessoas de levarem multas, ou de até cair na malha fina. Com o prazo do final da entrega se aproximando, cresce o número de pessoas que buscam por ajuda mais rápida, para conseguir efetivar o processo da forma correta, mas acabam caindo em golpes que parecem oferecer ajuda.

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Sites fraudulentos e mensagens típicas

Entre os 80 sites identificados, a maioria imitava a página da Receita Federal ou promovia serviços especiais que auxiliavam na declaração do Imposto de Renda 2026. As mensagens usuais usadas seguiam um mesmo padrão, como “Declare seu Imposto de Renda 2026 sem erros”, “Evite multas e dores de cabeça com a Receita”, “Atendimento seguro e rápido” e “Especialistas prontos para enviar sua declaração”. Os criminosos também chegaram a simular que faziam parte de escritórios contábeis ou plataformas especializadas em consultoria tributária.

Os maiores riscos observados pelos especialistas nesses sites incluem a cobrança antecipada por serviços inexistentes, roubo de documentos pessoais como CPF e dados bancários, e até mesmo o uso indevido das informações em fraudes.

Outros aplicativos maliciosos

Outros 9 aplicativos fraudulentos foram localizados distribuídos como ferramentas que imitavam consultas de restituições, envios de declarações ou um suposto cálculo de imposto. Alguns sites até aparentavam ser legítimos, mas especialistas alertam que esse tipo de aplicativo pode servir como porta de entrada para ameaças com potencial de grandes danos.

Recomendações e medidas de proteção

Para reduzir os riscos, especialistas em CTI (Cyber Threat Intelligence, área dedicada à coleta e análise de informações sobre ameaças digitais) recomendam algumas dicas que podem ajudar nesse período, mas que também se aplicam a outras épocas do ano.

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  • Sempre verificar os canais oficiais para realizar a declaração é o primeiro passo para não cair em um golpe.
  • Desconfiar do excesso de urgência é um alerta, principalmente com mensagens como “regularize agora” ou “restituição está presa”; esses são clássicos gatilhos de fraude.
  • Nunca compartilhar sua senha do gov.br, tokens bancários ou códigos de autenticação de aplicativos.