Boletim Focus reduz previsão de inflação e mantém crescimento moderado para 2026
Focus reduz inflação e mantém crescimento moderado em 2026

Boletim Focus indica inflação em queda e crescimento moderado para 2026

O Banco Central divulgou na tarde desta quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026, a mais recente edição do Boletim Focus, que trouxe ajustes significativos nas projeções econômicas para o país. O destaque fica por conta da nova redução na estimativa de inflação e a manutenção de um ritmo moderado de crescimento ao longo de 2026, reforçando um cenário de estabilidade, mas sem sinais de forte aceleração da atividade econômica.

Inflação em trajetória de desaceleração

A expectativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo recuou de 3,97% para 3,95% em 2026, consolidando a trajetória recente de desaceleração dos preços. Para os anos seguintes, as previsões permanecem estáveis, próximas de 3,5%, o que sinaliza uma percepção de inflação controlada no médio prazo, conforme apontam os analistas do mercado financeiro.

Crescimento econômico sem aceleração consistente

No campo da atividade econômica, a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto se manteve em 1,8% para 2026, enquanto as estimativas para os anos posteriores giram ao redor de 2%. Isso indica uma expansão gradual da economia brasileira, porém sem sinais consistentes de aceleração, refletindo um ambiente de cautela entre investidores e consumidores.

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Juros elevados no curto prazo

Mesmo com a inflação mais comportada, os juros devem continuar elevados no curto prazo. A taxa Selic esperada para 2026 segue em 12,25% ao ano, com previsão de queda lenta para 10,5% em 2027 e níveis próximos de 9,5% nos anos seguintes, o que pode impactar o custo do crédito e o consumo das famílias.

Estabilidade no câmbio e contas públicas

No mercado de câmbio, a mediana das projeções permanece praticamente inalterada, com o dólar estimado em 5,50 reais em 2026, sugerindo expectativa de estabilidade relativa da moeda brasileira. Já no setor externo, o Focus aponta superávit comercial próximo de 68 bilhões de dólares em 2026, enquanto o resultado primário das contas públicas deve registrar déficit de cerca de 0,5% do PIB, com melhora gradual ao longo do tempo. A dívida pública líquida, por sua vez, permanece elevada, próxima de 70% do PIB, um desafio para a política fiscal.

Em resumo, o Boletim Focus reforça um cenário econômico de moderação para 2026, com inflação em queda e crescimento estável, mas sem grandes surpresas positivas, mantendo os investidores atentos aos próximos movimentos do Banco Central e do governo.

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