Na última sexta-feira (8 de maio), a Energisa Mato Grosso formalizou com o Ministério de Minas e Energia a renovação do contrato de concessão para distribuição de energia elétrica no estado, estendendo o serviço por mais três décadas. Simultaneamente, a companhia divulgou a previsão de aplicar R$ 9,3 bilhões em investimentos nos próximos cinco anos, montante que representa um incremento de 38% na média anual do ciclo 2026-2030 em comparação ao período anterior.
Diretrizes do novo contrato
De acordo com Marcelo Vinhaes, diretor-presidente da Energisa Mato Grosso, o novo acordo estabelece metas mais rigorosas de qualidade, maior resiliência das redes diante de eventos climáticos extremos e estímulos à inovação tecnológica. "Isso significa energia mais confiável, segura e compatível com as necessidades de Mato Grosso, um estado pujante e em transformação", afirmou Vinhaes.
Detalhamento dos investimentos
Do total previsto, R$ 6,4 bilhões serão destinados à expansão das redes, permitindo 315 mil novas ligações. Isso ampliará o acesso à energia para residências, comércios e empreendimentos, fomentando o crescimento econômico em diversas regiões. Outros R$ 2,8 bilhões serão aplicados em obras de melhoria e modernização, visando maior qualidade, eficiência e segurança para os clientes.
Impacto social
A aposentada Ilza Leonardi, uma das fundadoras de Nova Maringá, no médio-norte de Mato Grosso, testemunhou a evolução do serviço. "Há 30 anos, a energia era limitada e dependia de motor a diesel. Hoje, a qualidade melhorou e minha qualidade de vida também. Espero ver a cidade crescer com essas ampliações", relatou.
Na aldeia Wawi, no Território Indígena do Xingu, o professor Kaomi Kaiabi destacou os benefícios da eletrificação. "A energia elétrica desperta mais vontade de aprender, pois permite imprimir atividades e usar materiais pedagógicos interativos. Também melhorou o dia a dia das famílias, com freezers e geladeiras para conservar alimentos", explicou.
Investimento recorde em 2026
Para 2026, a Energisa projeta um investimento recorde de R$ 2,1 bilhões, reforçando o compromisso com a expansão econômica e populacional do estado. No ciclo 2026-2030, a empresa planeja ampliar a capacidade do sistema elétrico em áreas estratégicas do agronegócio, levando energia a mais de 315 mil famílias, negócios e propriedades rurais em regiões como Pantanal, Xingu, Araguaia e a Amazônia Legal Mato-Grossense.
Obras em Rondonópolis e Sinop
Em Rondonópolis, estão previstas duas novas subestações de distribuição, com acréscimo de 60 MVA de potência, e uma linha de distribuição em alta tensão (138 kV) de 52 km. O investimento visa sustentar o crescimento do agronegócio, especialmente soja e algodão, além de atrair empreendimentos industriais e logísticos.
Na região de Sinop e Sorriso, o plano inclui três novas linhas de alta tensão (113 km) e duas subestações com capacidade inicial de 45 MVA. Essas obras acompanham a expansão do cultivo de soja e milho, fortalecendo a cadeia do agronegócio.
Histórico da Energisa em Mato Grosso
A Energisa está presente no estado desde 2014, atendendo 1,7 milhão de clientes. Nesse período, foram investidos mais de R$ 9 bilhões, resultando em 1.500 km de linhas de alta tensão, 88 mil km de redes de média tensão e 42 novas subestações. Entre os avanços estão a universalização do serviço em 2021, a interligação ao Sistema Interligado Nacional em 2022 e a inauguração da primeira subestação 138 kV totalmente digital do Brasil em 2024.
O Grupo Energisa, fundado em 1905, é um dos maiores grupos privados do setor elétrico brasileiro, com 9 distribuidoras, 13 concessões de transmissão, geração fotovoltaica e atuação em gás natural. A empresa atende mais de 20 milhões de pessoas em 939 municípios e gera mais de 20 mil empregos diretos e indiretos.



