Dólar tem valor justo de R$ 4,40, afirma gestor Luís Stuhlberger da Verde Asset
Para um dos maiores gestores de fundos de investimento do Brasil, Luís Stuhlberger, da Verde Asset, o preço justo do dólar seria significativamente menor do que a cotação atual, ficando em torno de R$ 4,40. A declaração foi feita durante um evento promovido pelo UBS BB em São Paulo, destacando que o câmbio ainda está extremamente fora do lugar.
Contexto da desvalorização do dólar
Investidores globais estão reduzindo sua exposição a ativos dos Estados Unidos, o que alimenta a desvalorização do dólar e beneficia economias emergentes como o Brasil. Neste ano, a moeda americana já acumula uma queda de 3,6%, fechando em R$ 5,28 na segunda-feira e recuando para R$ 5,21 nesta terça-feira, 27 de janeiro de 2026.
Fatores que influenciam o câmbio
Stuhlberger apontou que a desvalorização do dólar também é uma estratégia do presidente americano Donald Trump, que estaria fazendo o possível para enfraquecer a moeda. No entanto, ele ressaltou que o movimento ainda não terminou.
O gestor ponderou que, embora o real tenha se valorizado 10% frente ao dólar no ano passado, continua sendo uma das moedas menos beneficiadas pelo cenário global. Os principais entraves para uma maior valorização do real são:
- Dúvidas do mercado em relação à política fiscal brasileira.
- Incertezas sobre os rumos da economia nacional.
Impacto das eleições e governo pró-mercado
Um fator crucial que poderia potencializar a queda do dólar, segundo Stuhlberger, é a percepção de que as eleições de outubro podem resultar em um novo governo mais favorável ao mercado. Ele afirmou que quando um governo considerado bom assume, o dólar tende a convergir para o valor justo.
Isso sugere que um governo bem avaliado pelos investidores poderia acelerar a desvalorização do dólar frente ao real, aproximando a cotação do patamar de R$ 4,40 considerado justo pelo gestor.
Considerações finais
Stuhlberger enfatizou que afirmar o valor justo de R$ 4,40 não significa necessariamente que o dólar alcançará esse nível, mas destaca o potencial de ajuste com mudanças políticas e econômicas. A análise reforça a importância de fatores internos e externos na dinâmica cambial brasileira.