Secretário do Tesouro dos EUA destaca novo presidente do Fed e aproximação com América Latina
EUA destacam novo presidente do Fed e laços com América Latina

Secretário do Tesouro dos EUA destaca novo presidente do Fed e aproximação com América Latina

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, participou nesta terça-feira (10 de fevereiro de 2026) de uma conferência organizada pelo BTG, onde abordou temas cruciais para a economia global, incluindo a futura liderança do Federal Reserve (Fed) e as relações econômicas com a América Latina. Durante o evento, Bessent enfatizou a importância de uma mente aberta na condução da política monetária e destacou oportunidades de cooperação que estavam sendo negligenciadas no passado.

Kevin Warsh: a escolha para o Fed com foco em tecnologia e abertura

Bessent revelou detalhes sobre o processo de seleção do novo presidente do Fed, Kevin Warsh, afirmando que a principal qualidade buscada era uma mente aberta. Ele explicou que, durante as entrevistas, sempre destacava a necessidade de um líder que pudesse navegar por desafios complexos, especialmente no mercado de tecnologia e inteligência artificial. "Eu estive à frente do processo de entrevista para o Fed, e todos me perguntavam o que você está buscando no novo líder do Fed, e eu dizia que a gente só gostaria de alguém com uma mente aberta. E eu acho que o Kevin Warsh é essa pessoa. Esse é um dos motivos pelo qual ele foi selecionado", declarou o secretário.

Investimentos estrangeiros e política de tarifas de Trump

Além da nomeação no Fed, Bessent discutiu os investimentos estrangeiros, vinculando-os diretamente às políticas de tarifas do ex-presidente Donald Trump. Segundo ele, o objetivo central dessas medidas é incentivar as empresas americanas a investirem diretamente, o que, por sua vez, aumentaria a arrecadação tributária e promoveria um reequilíbrio econômico. "Com o passar do tempo, o objetivo é a reindustrialização e o reequilíbrio da economia. Além disso, nós temos mais investimento indireto e vemos um nível muito alto de novas fábricas apostando na indústria verde", pontuou Bessent, destacando o crescimento do setor sustentável.

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Aproximação com a América Latina: oportunidades e desafios

O secretário do Tesouro também dedicou parte de sua fala à América Latina, afirmando que o governo americano tem direcionado forte atenção para a região. Ele criticou a administração Obama por perder oportunidades de cooperação econômica, enquanto elogiou ações mais recentes, como o apoio ao presidente argentino Javier Milei durante o período eleitoral. Bessent explicou que Washington buscou utilizar as forças do mercado para fortalecer a conexão econômica entre os dois países.

Em relação à Venezuela, Bessent mencionou sinais de cooperação dentro do atual governo, classificando o cenário como "uma parceria muito boa" que poderia, no futuro, resultar em eleições diretas. Sobre o Brasil, ele reconheceu um início turbulento nas relações entre Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, mas afirmou que os dois lados já estabeleceram diálogo. "O que está acontecendo na América Latina hoje é extremamente empolgante", concluiu, expressando otimismo quanto ao futuro das relações econômicas na região.

Essas declarações reforçam a estratégia dos Estados Unidos em fortalecer laços econômicos e políticos com a América Latina, enquanto buscam liderança inovadora no Fed para enfrentar os desafios globais.

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