As bolsas europeias operavam sem direção única nesta quinta-feira, 30, véspera de feriado em diversos mercados da região, enquanto investidores monitoravam o comportamento do petróleo, decisões de política monetária e uma intensa rodada de balanços corporativos. Os preços da energia seguiam como principal foco de atenção, com o barril do Brent chegando a superar US$ 126 durante o pregão, renovando máximas em meio ao persistente impasse nas negociações de paz entre Estados Unidos e Irã e diante de relatos de que Washington avalia novas ações militares contra Teerã. Apesar de alguma acomodação posterior, os níveis seguem elevados, ampliando preocupações inflacionárias.
Decisões de bancos centrais
No radar monetário, investidores acompanharam as decisões do Banco da Inglaterra (BoE) e do Banco Central Europeu (BCE), que mantiveram suas taxas de juros inalteradas, em linha com as expectativas e após postura semelhante adotada pelo Federal Reserve na véspera. Essas decisões refletem a cautela das autoridades monetárias diante do cenário de inflação elevada e crescimento econômico fraco.
Dados macroeconômicos da zona do euro
No campo macroeconômico, dados preliminares mostraram que o Produto Interno Bruto da zona do euro avançou apenas 0,1% no primeiro trimestre, indicando desaceleração da atividade econômica sob impacto das tensões no Oriente Médio. Ao mesmo tempo, a inflação anual prévia de abril acelerou para 3%, atingindo o maior patamar desde setembro. Esse cenário de estagflação mantém os investidores cautelosos.
Desempenho dos índices europeus
Há pouco, a bolsa de Londres subia 1,10%, beneficiada por empresas ligadas a commodities e energia, enquanto Frankfurt avançava 0,30%. Paris destoava, com queda de 0,51%, pressionada principalmente pelo desempenho fraco do setor bancário francês. Os índices STOXX 50 (-0,25%) e STOXX 600 (+0,29%) operavam mistos, refletindo a falta de direção única no mercado.
Destaques corporativos
Entre os destaques corporativos, a SAP figurava entre as maiores altas do continente, com avanço superior a 5%, após divulgar resultados trimestrais acima das expectativas, impulsionados por crescimento em receitas de nuvem e inteligência artificial. Já bancos franceses como BNP Paribas e Société Générale pesavam negativamente sobre parte do mercado, com quedas que pressionaram o índice de Paris.
Perspectivas e cautela
No pano de fundo, investidores seguem calibrando o impacto simultâneo de petróleo elevado, inflação persistente, atividade econômica enfraquecida e política monetária restritiva sobre os mercados europeus. Mesmo com resultados corporativos positivos em alguns setores, o ambiente permanece marcado por volatilidade e seletividade, exigindo cautela por parte dos agentes financeiros.



