Santander lucra R$ 4,1 bilhões no 4º trimestre de 2025 com alta de 6% nos resultados
Santander lucra R$ 4,1 bi no 4º trimestre de 2025

Santander registra lucro de R$ 4,1 bilhões no quarto trimestre de 2025

O Santander divulgou nesta quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026, um lucro líquido de R$ 4,08 bilhões referente ao quarto trimestre de 2025. O valor representa uma alta de 6% na comparação com o mesmo período do ano anterior, demonstrando a resiliência da instituição financeira em um cenário econômico desafiador.

Resultado alinhado com as expectativas do mercado

O desempenho financeiro do banco ficou dentro do esperado pelo consenso do BTG Pactual, que projetava um lucro líquido de R$ 4,06 bilhões para o trimestre. No acumulado de todo o ano de 2025, o Santander alcançou um lucro total de R$ 15,6 bilhões, marcando um avanço expressivo de 12,6% em relação ao exercício anterior.

Contração da margem financeira e impacto das taxas de juros

Apesar do resultado positivo, a margem financeira do banco contraiu 4,0% entre o quarto trimestre de 2025 e o mesmo período de 2024, totalizando R$ 15,3 bilhões no ciclo de outubro a dezembro. Gustavo Alejo, CFO do Santander, explicou que essa baixa foi motivada pela queda na margem de mercado, afetada negativamente pelo aumento das taxas de juros.

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A margem com mercado ficou negativa em R$ 1,48 bilhão, um cenário que já era antecipado pela instituição em teleconferências anteriores. Contudo, esse impacto foi parcialmente compensado pelo incremento na margem de clientes, beneficiada por fatores como volume, mix e disciplina de preços, o que contribuiu para a elevação do spread.

Rentabilidade e provisões para devedores duvidosos

A rentabilidade do Santander, medida pelo retorno sobre o patrimônio líquido anualizado (ROEA), atingiu 17,6% no trimestre, registrando uma leve queda de 0,1 ponto percentual em comparação com o mesmo período de 2024. Esse número indica estabilidade em relação ao terceiro trimestre de 2025, mantendo-se dentro das expectativas do mercado.

Por outro lado, as Provisões para Devedores Duvidosos (PDD) subiram para R$ 6,1 bilhões no quarto trimestre, com uma alta de 2,9% em relação ao ano anterior. Esse aumento foi impulsionado pela inadimplência acima de 90 dias, que chegou a 3,7%, representando um crescimento de 0,5 ponto percentual.

Segundo a companhia, essa elevação foi impactada principalmente pelas carteiras de clientes pessoa física nas faixas de menor renda, além de empresas de menor faturamento na modalidade pessoa jurídica.

Perspectivas e declarações da liderança

Mario Leão, CEO do Santander, destacou que a instituição continua evoluindo de forma consistente em sua rentabilidade, com foco em resultados sólidos e disciplina na gestão. Ele reforçou que essa trajetória é pautada pelos pilares estratégicos do banco e por uma transformação constante junto a clientes, colaboradores, acionistas e sociedade.

O relatório completo foi enviado ao mercado nesta quarta-feira, consolidando a posição do Santander como um dos principais players do setor bancário brasileiro.

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