Ibovespa encerra janeiro com alta expressiva de 12,5% e R$ 23 bilhões em fluxo estrangeiro
O Ibovespa, principal índice da B3 (Bolsa de Valores de São Paulo), fechou o último pregão de janeiro com uma queda de 0,97%, recuando para os 181,3 mil pontos. No entanto, ao longo do mês, o índice acumulou uma forte alta de 12,40%, um desempenho notável que reflete o otimismo dos investidores em mercados emergentes.
Fluxo estrangeiro impulsiona alta do mês
Segundo Pedro Moreira, sócio da ONE Investimentos, o fluxo estrangeiro em janeiro deste ano atingiu a marca impressionante de 23 bilhões de reais. Para contextualizar, esse valor se aproxima do fluxo de todo o ano de 2025, que foi de 26 bilhões de reais. Esse influxo de capital estrangeiro foi um dos principais motores da alta acumulada no mês, demonstrando a atratividade do mercado brasileiro para investidores internacionais.
Desempenho setorial e movimentação do dólar
O setor bancário se destacou positivamente em janeiro, embora no último pregão tenha operado com desempenho misto. O Santander (SANB11) liderou as perdas, com baixa de 1,71%, seguido pelo Itaú (ITUB4), que recuou 1,41%. O Banco do Brasil (BBAS3) caiu 1,10%, enquanto o Bradesco (BBDC4) teve desvalorização de 0,61%.
Já o dólar, que registrou uma queda de 11% ante o real em janeiro, encerrou o dia em alta de mais de 1%, cotado a 5,25 reais. Essa movimentação ocorreu em resposta ao anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a indicação de Kevin Warsh como novo presidente do Federal Reserve, o banco central americano.
Incertezas sobre a política monetária dos EUA
A leitura do mercado sobre a indicação de Warsh é inicialmente positiva, mas ainda há incertezas quanto à sua independência para resistir às pressões do governo republicano por cortes de juros mais agressivos nos Estados Unidos. Essa cautela faz com que os investidores mantenham um olhar atento aos próximos desdobramentos, pois decisões do Fed podem impactar diretamente os fluxos de capital e as cotações globais.
Em resumo, janeiro foi um mês de forte recuperação para o Ibovespa, impulsionado por um significativo fluxo estrangeiro, enquanto o mercado opera atento às mudanças na política monetária internacional, que podem definir os rumos dos investimentos nas próximas semanas.