Ibovespa registra queda de 1% em dia de correção após dados dos EUA e início da temporada de balanços
O índice passa por uma leve correção após alta de 13% nos últimos 30 dias, com investidores ajustando posições diante de novos dados econômicos e resultados corporativos.
Queda do Ibovespa e influência dos dados americanos
Por volta das 11h30 desta quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026, o Ibovespa recuava 1,05%, atingindo 183.725,44 pontos. Essa queda ocorre após um período de euforia no mercado, impulsionado por fluxo de capital estrangeiro e expectativas de corte de juros. Analistas destacam que a correção é natural, considerando o ganho expressivo acumulado nas últimas semanas.
Além disso, os dados de emprego dos Estados Unidos, divulgados pela ADP, mostraram a abertura de apenas 22.000 postos de trabalho no setor privado em janeiro. Esse número ficou significativamente abaixo das estimativas do mercado, que previam a criação de 48.000 vagas. A cifra mais baixa mantém a expectativa de que o Federal Reserve retome os cortes de juros a partir de 29 de julho de 2026, com uma redução inicial de 0,25 ponto percentual.
Início da temporada de balanços e impactos locais
No cenário brasileiro, o início da temporada de balanços trimestrais chama a atenção dos investidores. O Santander abriu a rodada ao reportar um lucro de 4,1 bilhões de reais no quarto trimestre de 2025. No entanto, a piora nas provisões e o aumento da inadimplência preocupam o mercado, resultando em uma queda de 1,42% nas ações do banco.
Para esta noite, os olhos se voltam para o balanço do Itaú, que deve anunciar um lucro líquido de aproximadamente 12 bilhões de reais. Esses resultados são cruciais para definir o tom das negociações nas próximas sessões.
Mercado de câmbio e perspectivas futuras
No mercado de câmbio, o dólar apresentou uma queda de 0,29%, cotado a 5,225 reais. Segundo Bruno Yamashita, analista de Alocação e Inteligência da Avenue, essa desvalorização do dólar ante o real ocorre devido ao fluxo contínuo de capital para países emergentes, mesmo com a correção na Bolsa.
Yamashita acrescenta: "Além disso, o diferencial de juros entre o Brasil e os Estados Unidos continua atrativo, mesmo após o anúncio de corte de juros pelo Copom." Até o final de 2026, o mercado projeta que a taxa básica de juros dos EUA deve atingir a faixa entre 3% e 3,25% ao ano, o que pode influenciar ainda mais os movimentos de capital global.
Em resumo, o dia é marcado por uma correção técnica no Ibovespa, influenciada por dados econômicos internacionais e o início da temporada de balanços locais, com os investidores monitorando de perto os próximos desenvolvimentos.



