Ibovespa atinge novo recorde histórico após ata do Copom sinalizar corte de juros
Ibovespa bate recorde com sinal de corte de juros do Copom

Ibovespa alcança novo pico histórico após divulgação da ata do Copom

O principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, registrou um desempenho excepcional nesta terça-feira, 3 de fevereiro de 2026, fechando com uma alta expressiva de 1,58%. Esse movimento levou o índice a renovar sua máxima histórica, atingindo a marca impressionante de 185,6 mil pontos. O recorde intradiário foi impulsionado principalmente pela divulgação da ata do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que trouxe otimismo aos investidores.

Copom sinaliza início de ciclo de corte de juros a partir de março

No cenário doméstico, os agentes de mercado reagiram positivamente ao conteúdo da ata referente à última reunião do Copom. O documento da autoridade monetária indicou uma disposição clara para começar um ciclo de corte da taxa básica de juros, a Selic, a partir do mês de março. No entanto, o Banco Central manteve a ressalva de que continuará com uma "restrição adequada" para assegurar a convergência da inflação à meta estabelecida de 3% ao ano.

A leitura predominante entre os analistas é de que a Selic pode iniciar uma trajetória de queda em doses modestas, o que estimula a tomada de risco na bolsa brasileira. Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad, destacou que "o tom é semelhante ao do comunicado divulgado logo após a decisão e reforça que a trajetória da Selic é de queda, estimulando a tomada de bolsa no país enquanto o diferencial de juros permanece consideravelmente elevado entre Brasil e Estados Unidos".

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Dólar em baixa e dados da produção industrial

Paralelamente, o dólar encerrou o dia em baixa, cotado a 5,23 reais, refletindo o aumento do apetite por risco no mercado. No exterior, esse cenário foi sustentado pelo acordo comercial entre Estados Unidos e Índia, anunciado na véspera pelo ex-presidente Donald Trump, que reduziu as tarifas recíprocas de 25% para 18%.

Na agenda econômica doméstica, os dados da produção industrial brasileira mostraram um recuo de 1,2% em dezembro em comparação com o mês anterior. No entanto, o setor fechou o ano de 2025 com um crescimento acumulado de 0,6%. Analistas projetam que a tendência é de retorno ao ritmo de crescimento, especialmente com a queda esperada da inflação e, posteriormente, da taxa básica de juros.

Desempenho dos bancos e perspectivas futuras

Entre as ações de maior peso no Ibovespa, os bancos operaram com desempenho majoritariamente positivo, acompanhando a alta do principal índice da B3. O Banco do Brasil (BBAS3) liderou os ganhos, com alta de 1,54%, seguido pelo Itaú (ITUB4), que avançou 0,57%. O Bradesco (BBDC4) subiu 0,46%, enquanto o Santander (SANB11) foi a exceção, registrando uma desvalorização de 2,39%.

O diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos continua sendo uma vantagem significativa para o mercado brasileiro, atraindo fluxo de capital estrangeiro para os ativos locais. Com a perspectiva de um ciclo de cortes de juros iniciando em março, os investidores mantêm um olhar atento às próximas movimentações do Copom e aos indicadores econômicos, que devem continuar influenciando a trajetória do Ibovespa nos próximos meses.

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