FGC anuncia ressarcimento de 90% dos clientes do Master até sexta-feira
FGC pagará 90% dos clientes do Master até sexta

FGC prevê concluir 90% dos pagamentos do caso Master até sexta-feira

O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) divulgou uma estimativa otimista para o processo de ressarcimento dos clientes do Banco Master. Segundo a instituição, aproximadamente 90% dos credores devem receber seus valores até esta sexta-feira, dia 6 de fevereiro. Esse marco representa um avanço significativo na operação, que teve início em 19 de janeiro e já beneficiou centenas de milhares de pessoas.

Detalhes do ressarcimento e alerta contra golpes

O diretor-presidente do FGC, Daniel Lima, forneceu detalhes sobre o andamento dos pagamentos. Ele destacou que, além do percentual financeiro, o número de credores atendidos também se aproxima dos 90%. No entanto, Lima fez um alerta importante para a população, especialmente em relação a tentativas de fraude.

"É muito importante que a pessoa use os canais oficiais do FGC e que não acredite em ofertas que sejam boas demais para ser verdade", afirmou o diretor. Ele enfatizou que o FGC não adianta pagamentos nem contrata intermediários para operacionalizar as garantias, descartando qualquer possibilidade de aceleração mediante pagamento extra.

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Casos pendentes e situação do Will Bank

Apesar do progresso, alguns casos ainda demandam mais tempo para serem resolvidos. Entre eles, estão pessoas jurídicas e situações especiais, como menores de idade e espólios, que exigem documentação mais complexa. Enquanto isso, no caso do Will Bank, liquidado em janeiro pelo Banco Central, o FGC aguarda a lista de credores para iniciar o ressarcimento, um processo que pode levar de 30 a 60 dias.

Contexto do caso Master e reações políticas

O plano de negócios do Banco Master envolvia a garantia do FGC na venda de produtos e o uso de precatórios, ordens judiciais de pagamento. Esse modelo, considerado agressivo, transferia riscos para o sistema financeiro e motivou mudanças regulatórias, como a resolução do Conselho Monetário Nacional que limitou o uso de precatórios como estratégia.

Em entrevista ao UOL, o presidente Lula confirmou ter se reunido com Daniel Vorcaro, dono do Master, em dezembro de 2024. Lula afirmou que não há posição política pró ou contra o banco, mas sim uma investigação técnica conduzida pelo Banco Central. Vorcaro, que se queixou de perseguição, terá seu depoimento na CPI do INSS reagendado para 26 de fevereiro, onde são investigados 250 mil contratos de empréstimos consignados suspensos por falta de informações.

O FGC calcula desembolsar cerca de R$ 41 bilhões no total, abrangendo os 800 mil credores do Master. Essa operação de grande escala reflete os esforços para estabilizar o sistema financeiro e proteger os investidores após a crise.

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