FGC gastará R$ 51,8 bilhões com liquidações de bancos como Master, Will Bank e Pleno
FGC gastará R$ 51,8 bi com liquidações de bancos Master, Will e Pleno

FGC prevê gastos de R$ 51,8 bilhões com liquidações de bancos Master, Will Bank e Pleno

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) deve desembolsar aproximadamente R$ 51,8 bilhões em pagamentos a clientes e investidores prejudicados pelas liquidações extrajudiciais dos bancos Master, Will Bank e Banco Pleno. O valor é baseado em estimativas internas do próprio fundo, que atua como um mecanismo de proteção no sistema financeiro nacional.

O papel do FGC no sistema financeiro

O FGC é uma associação privada e sem fins lucrativos que integra o Sistema Financeiro Nacional, com o objetivo de manter a estabilidade do sistema, prevenir crises bancárias e proteger depositantes e investidores. Na prática, funciona como um seguro, garantindo que recursos depositados ou investidos em uma instituição financeira permaneçam seguros em caso de dificuldades ou crises.

Detalhamento dos pagamentos por instituição

Os pagamentos estimados pelo FGC variam conforme cada banco liquidado:

  • Banco Master: O fundo deve pagar R$ 40,6 bilhões em garantias para clientes e investidores, conforme divulgado pelo próprio FGC.
  • Will Bank: A estimativa é de R$ 6,3 bilhões em pagamentos, mas o valor final pode ser ajustado após a consolidação da lista de credores pelo liquidante.
  • Banco Pleno: Com a liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central do Brasil nesta quarta-feira (18), o FGC estima pagar R$ 4,9 bilhões em garantias aos credores da instituição.

Contexto das liquidações extrajudiciais

O Banco Pleno é a terceira instituição com envolvimento com o Banco Master a ter sua liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central. A decisão, anunciada nesta quarta-feira (18), também se estende à Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. (Pleno DTVM), empresa que fazia parte do mesmo conglomerado financeiro. Ambas as instituições pertenciam ao grupo do Banco Master até o segundo semestre do ano passado, quando foram vendidas ao empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro.

Este cenário destaca a importância do FGC na mitigação de riscos e na proteção dos ativos financeiros em meio a instabilidades no setor bancário, reforçando sua função crítica para a confiança dos investidores e a saúde econômica do país.